Cidades

24 de julho de 2020 19:43

MST denuncia ameaça de ex-vereador a famílias acampadas em Atalaia

Famílias acampadas na área cobram das autoridades competentes que apurem denúncia

↑ Imagem ilustrativa

Com o histórico de 17 anos no município de Atalaia, na região metropolitana de Maceió, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirma que o Acampamento São José foi alvo de um ataque que ameaça a vida das famílias que vivem na área. De acordo com a nota divulgada pelo MST, as ameaças partem do ex-vereador da cidade, Luiz Carlos, popularmente conhecido como Cal.

“O ex-vereador do município tenta viabilizar o fim do acampamento ofertando bens e benefícios para a retirada das famílias da fazenda que reivindicamos há 17 anos”, destaca trecho da nota. O Movimento denuncia ainda a existência de um suposto mapeamento de lideranças da região que podem garantir o fim do Acampamento São José.

De acordo com a nota do MST, o ex-vereador do município tenta viabilizar o fim do acampamento, ofertando bens e benefícios para a retirada das famílias da fazenda que o Movimento reivindica há 17 anos e, ainda, tem o mapeamento de nomes de lideranças que “poderiam garantir a saída das famílias” da área, chegando a noticiar que “está tudo certo para a retirada das famílias do acampamento e que tudo já estaria acordado com lideranças”.

“Denunciamos que esta também é uma forma de estimular a violência e o conflito, além de colocar a nossa militância com a cabeça na mira da pistolagem a mando de quem não quer ver a paz no campo em Atalaia..Reafirmamos que essa prática busca também menosprezar a imagem da nossa organização, tentando transformar a luta de 23 anos nas terras atalaienses em um balcão de negócio, da mesma forma como alguns agentes públicos fazem com o que é do povo”, afirma o MST.

Na nota, o MST diz que repudia o ato, que “em nada ajuda na resolução do conflito do Acampamento São José, de maneira a garantir o assentamento das famílias que ali produzem”.

Também na nota, o MST cobra ao Governo de Alagoas (e demais autoridades competentes) a busca por soluções que “garanta o direito constitucional da dignidade humana, através da garantia da terra para quem nela vive e trabalha e evite novos despejos e assassinatos”.

Segundo o MST, as famílias acampadas na área cobram que as autoridades apurem a denúncia e que tomem as medidas necessárias para evitar novos conflitos na região.

Fonte: Redação com assessoria

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