Cidades

3 de junho de 2020 08:21

Número de casos de zika e chikungunya cai 95% em Alagoas

Registros de dengue também apresentaram queda de janeiro a maio no estado, comparado ao mesmo período de 2019

↑ MS convoca população a continuar mobilizada no combate ao Aedes aegypti, principal transmissor das doenças (Foto: Reprodução)

De janeiro a maio deste ano apenas nove casos de zika foram confirmados em Alagoas e 21 de chikungunya, representando uma queda de 95% dos casos registrados em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. A dengue também acompanhou a queda, só que menor, com o índice de 88%. Os dados são do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde (Sinam/MS) repassados ao jornal Tribuna Independente pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).

Segundo o levantamento, de janeiro a maio deste ano, foram registrados 598 casos de dengue contra 4.907 em 2019; nove casos de zika contra 205 em 2019; e 21 de chikungunya contra 459 no mesmo período do ano anterior. Durante todo o ano de 2019, 12.936 casos de dengue foram confirmados; 505 de zika e 1.360 de chikungunya.

Embora o panorama das doenças arboviroses em Alagoas indique um cenário de baixa transmissão, é preciso manter a atenção nas três doenças, já que costumam aparecer quando há grandes volumes de chuvas, o que favorece a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor das enfermidades. O inverno ainda não começou, mas o ano tem sido atípico no que diz respeito à meteorologia no estado.

A Sesau esclarece que a forma mais eficaz de evitar o aumento dos casos de dengue, zika e chikungunya é investir no combate do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença. Por esta razão, além do cuidado que cada cidadão deve adotar em sua residência, como investir na limpeza de calhas, caixas de água, a Sesau tem prestado assistência técnica aos 102 municípios, para que os agentes de endemias executem as ações de campo de forma eficaz, que resultem na redução de casos da doença, a exemplo do que ocorreu nos cinco primeiros meses deste ano. “Isso porque, de janeiro a maio, foram confirmados 598 casos de dengue, contra 4.907 do mesmo período do ano passado. E para evitar o aumento de casos nos próximos meses, a Sesau vem intensificando as ações de monitoramento junto aos municípios além de investir em ações educativas para conscientizar a população”, reforçou.

A orientação é investir na limpeza das residências, principalmente das calhas, caixas de água e quintais. Não acondicionar recipientes que juntem água e tampar todos os ralos onde o mosquito possa depositar os ovos do Aedes aegypti. Um dos maiores focos do mosquito está dentro das casas, principalmente, nos reservatórios, como caixas d’água.

O Ministério da Saúde (MS) convoca a população brasileira a continuar, de forma permanente, com a mobilização nacional pelo combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, doenças que podem gerar outras enfermidades, como microcefalia e Guillain-Barré, o Aedes Aegypti.

Ainda segundo o MS, a recomendação é não descuidar nenhum dia do ano e manter todas as posturas possíveis em ação para prevenir focos em qualquer época do ano.

Doenças têm sintomas semelhantes à Covid-19

 

Com as quatro doenças presentes na realidade alagoana, dengue, zika, chikungunya e coronavírus, o primeiro passo é fazer o diagnóstico correto. Como possuem sintomas semelhantes podem ser confundidas, porém a Organização Mundial de Saúde (OMS) informa que a dengue, zika e Chikungunya costumam durar em média sete dias, podendo se alongar a dez. Já a covid-19 tem um tempo de incubação de 1 a 14 dias, geralmente ficando em torno de cinco dias.

A orientação é que as pessoas com sinais e sintomas dessas doenças procurem atendimento médico na unidade de saúde mais próxima da sua casa, pois o quadro pode se agravar e levar à morte.

SINAIS E SINTOMAS

Os principais sinais e sintomas da dengue são: febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, perda de apetite, manchas e erupções na pele principalmente na região do tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tontura, moleza e extremo cansaço, dor no corpo, dor nos ossos e nas articulações, dor no abdômen.

O zika vírus causa febre baixa, dor nas articulações, dor muscular, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, conjuntivite, erupções cutâneas avermelhadas que podem coçar, e dor abdominal, diarreia, constipação e pequenas úlceras na mucosa oral, que são sinais e sintomas pouco comuns.

E os principais sinais e sintomas do chikungunya são febre, dor incapacitante nas articulações, dor nas costas, erupções cutâneas, fadiga, náuseas, vômitos, dor de cabeça e dores musculares (mialgias).

PREVENÇÃO

O Estado precisa combater a infestação do mosquito transmissor, mas cada cidadão também pode evitar os focos ao adotar as estratégias de combate ao mosquito. No caso das plantas, é preciso colocar areia nos vasos ao invés de água. Nos que tiverem água, limpar bem com uma escova e sabão, só tirar a água não adianta.

Outras formas de combater o mosquito é não jogar lixo e entulho em locais sem coleta; limpar calhas d’água; não deixar água parada em garrafas, tampas, baldes, bacias, pneus; tampar a caixa d’água; colocar água sanitária nos ralos.

E para evitar contrair as doenças transmitidas pelo mosquito é importante o uso de repelentes.

Fonte: Tribuna Independente / Ana Paula Omena

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