Cidades

10 de março de 2020 09:06

Rodoviários da Veleiro prometem nova paralisação em Rio Largo

Trabalhadores cobram salários em atraso e pagamento de FGTS

↑ Rodoviários da Veleiro em Rio Largo cruzaram os braços e prometem nova paralisação esta terça (10) em apoio aos funcionários da empresa de Maceió (Foto: Reprodução)

Rodoviários da empresa Veleiro que atuam no município de Rio Largo cruzaram os braços durante esta segunda-feira (9) e prometem nova paralisação para esta terça (10). Eles reivindicam pagamento de salário e o repasse do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) que estaria há cinco anos sem ser depositado.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Alagoas (Sinttro-AL), Sandro Régis, os rodoviários de Rio Largo paralisaram as atividades em apoio aos trabalhadores de Maceió que estariam há um mês sem receber salário.

“O pessoal de Rio Largo parou hoje [ontem] o dia todo. Os trabalhadores apoiaram o pessoal de Maceió que não parou, ficou rodando. Mas aqui em Rio Largo o pessoal veio, concentrou aqui, pressionou. À tarde só saíram oito carros, de um total de 45 que a empresa diz que rodam diariamente. A questão do salário envolve todos os trabalhadores porque a empresa para ter uma ideia pagou Rio Largo e não pagou Maceió. Em Maceió é um mês de salário atrasado e em Rio Largo o pessoal entendeu e aderiu porque são cinco anos agora no dia 15 de abril que eles [empresa] que não há uma parcela de FGTS recolhido em Rio Largo. Não tem um trabalhador com um real na conta de FGTS. Eles não depositam, de ninguém que trabalha em Rio Largo. Quando eles colocam alguém para fora mandam colocar na Justiça”

Durante a paralisação de ontem, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) chegou a ser acionado e ficou de prontidão na porta da empresa no município da região metropolitana.

A paralisação apenas em Rio Largo foi uma forma de pressionar a empresa, já que segundo Régis, a prestação de serviço no município se dá por contrato, diferente de Maceió que é por concessão.

“Aí podem se perguntar: porque não pararam em Maceió? Pararam em Rio Largo. Pararam em Rio Largo porque eles pegam o dinheiro de Maceió e pagam os [trabalhadores] de Rio Largo porque não querem paralisar o serviço aqui, porque em Rio Largo é por contrato. Eles não têm licitação. Em Maceió é licitação e toda a vida eles fazem o que querem em Maceió. A paralisação foi para pressioná-los”, diz o líder sindical.

Segundo Sandro Régis, uma audiência está marcada para a próxima quarta-feira (11) para definir os rumos da paralisação.

“Nosso advogado ligou dizendo que há uma audiência marcada de 8h30 da manhã da quarta-feira (11). A paralisação segue, nós vamos seguir mobilizados. Os trabalhadores que queiram trabalhar nós não vamos impedir, mas pedimos a compreensão da maioria para que fique aguardando até o resultado da audiência”, acrescenta.

A empresa Veleiro foi procurada para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição não houve pronunciamento oficial sobre o caso.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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