Cidades

25 de fevereiro de 2020 18:39

Agricultura familiar: qualidade da merenda é prioridade da gestão municipal

Merenda escolar é composta por alimentos saudáveis

↑ Produtos da agricultura familiar em exposição durante feira de agricultores na Semed Cambona (Foto: Ascom Semed)

Um cardápio de encher os olhos e dar água na boca. E o melhor, tudo saudável e fresquinho. São indiscutíveis os benefícios dos alimentos da agricultura familiar no preparo da merenda escolar, que envolve uma combinação de alimentos nutritivos e naturais, livre de agrotóxicos.

A qualidade alimentar na Rede Municipal de Educação é uma das prioridades da gestão municipal. A pedagoga do setor de nutrição da Secretaria Municipal de Educação, Gedida Correia, explica que os alimentos advindos da agricultura familiar passam por um rigoroso controle de qualidade.”Os produtos comprados via chamada pública que são adotados no cardápio escolar são devidamente selecionados. Cabe ao setor de nutrição elaborar esse cardápio, o que evita com que as escolas sirvam qualquer tipo de alimento e passem a ter mais segurança e garantia de qualidade”, afirmou.

O incremento dos alimentos da agricultura familiar na Rede Municipal de Educação atende à determinação da Lei federal 11.947/2009. A legislação garante que 30% dos gêneros alimentícios contemplem cultivo de pequenos agricultores.O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que busca contribuir com o processo de ensino aprendizagem, subsidia as escolas em dois eixos. O primeiro diz respeito à oferta da alimentação escolar saudável e o segundo refere-se à promoção da educação alimentar e nutricional.

A diretora da Escola Selma Bandeira, Josilda Lima, ressalta que tudo o que é feito na merenda escolar com produtos da agricultura familiar tem uma boa aceitação por parte dos alunos. “São produtos in natura, sem agrotóxicos. As crianças amam. As mudanças acontecem até em casa, pois antes eles traziam lanches industrializados, hoje percebemos a mudança na escolha”, garantiu.

Além disso, ainda de acordo com a diretora, os alunos desenvolvem projetos de alimentação escolar e passam a entender melhor todo o processo do plantio e da colheita. ” Existem substâncias químicas que alteram o tamanho e a cor dessas frutas e isso é prejudicial para o consumo”, afirmou Josilda.

O agricultor Antônio Santana, da Associação dos Agricultores Familiares de Ibateguara, conhece de perto o alimento cultivado no campo. “Somos de uma associação que trabalha com produto orgânico, livre de herbicidas, inseticidas e qualquer tipo de agrotóxico, e para trabalhar com esse tipo de produto recebemos orientações de especialistas com a finalidade de garantir que o alimento atenda os requisitos de qualidade que a escola precisa. A qualidade do nosso produto faz toda a diferença para as crianças, para a sociedade”, destaca.

Santana reforça ainda que o objetivo do cultivo dos alimentos da agricultura familiar não é a venda ou lucro e sim a garantia de um produto que não seja prejudicial para as crianças. “Priorizamos a qualidade, porque são nossos filhos que se alimentam, então jamais gostaríamos que nosso filhos se alimentem de produtos que possuem veneno”, frisou.

Na escola, os alimentos saudáveis como frutas e verduras possuem uma grande aceitação. Quem garante é a merendeira da escola Selma Bandeira, Zilda Ferreira. Servidora há 16 anos, ela comenta que a merenda dos alunos passou a ter um toque especial, o que possibilitou a mudança de hábitos. “Antes as crianças traziam lanches, alimentos industrializados. Com incremento dos alimentos da agricultura familiar na merenda escolar elas passaram a se alimentar melhor. Com esses alimentos fazemos vários pratos. A sopa de verdura e o mandioqueijo, por exemplo, são os pratos favoritos dos nossos alunos”, contou.

Fonte: Ascom Semed

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