Cidades

17 de janeiro de 2020 08:44

Foliões já estão em busca de fantasias

Sejam blocos de rua ou bailes fechados, figurino é item indispensável para quem vai curtir tanto as prévias quanto o Carnaval

↑ Figurino para aproveitar as festas de Momo é coisa séria para muitos foliões, que já estão em busca da fantasia que irão usar este ano (Foto: Edilson Omena)

No último fim de semana, foi dada a largada para prévias Carnavalescas de Maceió, com o Carnaval de ‘Baile Aberto, O Carnaval do Edécio Lopes’ que faz parte da programação da Liga Carnavalesca. Além das prévias, a capital alagoana terá festejos de Momo em alguns bairros, como por exemplo, na Pajuçara. E para curtir toda a programação, os foliões estão se preparando para não fazer feio na “avenida’’.

Para vários foliões de blocos de rua ou que irão participar de bailes fechados, o figurino para pular é coisa séria. De acordo com o radialista e professor Givaldo Kleber, a preparação inicial é a psicológica. “Me preparo psicologicamente para todos os eventos carnavalescos, desde o primeiro evento até o Carnaval propriamente dito. Participo de todos literalmente, apenas quando coincidem de ter dois eventos no mesmo dia e horário é que opto por um’’.

Ainda segundo o folião, esse ano a programação mostra dois eventos no mesmo dia e horário e ele está pensando em ficar parte da noite em um, e terminar no outro. “Não quero perder nenhum”. Já em relação às fantasias ele disse que providencia todas próximos aos eventos. “Sábado (18) é o Baile Vermelho e Preto. Então esta semana foi que levei para a costureira minha ideia de fantasia que será referência dos anos 70. Muitas roupas mando fazer, outras compro prontas, recupero também algumas, mas não tenho o hábito de repetir. No entanto, este ano, quero repetir uma que fez sucesso ano passado, a de Pierrot, que  até hoje muita gente diz que queria fotos comigo usando ela. Para cada baile eu já tenho uma ideia de que fantasia usar’’, conta Givaldo Kleber.

Folião ativo, Kleber não perde uma programação carnavalesca, inclusive com blocos de rua e em cidades do litoral alagoano. “Na programação da Liga vou a todos. Ano passado fui até no Bloco do Portugal Ramalho. Um amigo jornalista me encontrou e comentou, até aqui. Ou seja, tenho que me preparar. O Jacaré da Madrugada da Barra Nova, sempre estou lá. Tiveram anos que não fui por choque de horários. Paripueira, Ipioca, Benedito Bentes, enfim vários, como o Papel no Varal Carnavalesco erótico, esse sempre tem concurso de fantasias, e em 2018 ganhei o primeiro lugar’’.

O motorista de aplicativo, Diego Jacinto dos Santos, também não dispensa os aparatos carnavalescos e todos os anos confecciona ou compra as fantasias para cair na folia. Quando não vai fantasiado investe em peças que sejam adequadas ao período como as cores da moda em neon. “Todos os anos mando fazer algo diferente do que já usei. Já sai de Sininho, Mulher, Maravilha, Fada do Dente, Bailarina, Freira, Lady Kate, Chapeuzinho Vermelho, enfim’’, conta acrescentando que não usa  em todos os dias de folia. Só nos blocos de rua:  Piriguetes do Osman Loureiro, Pecinhas de Maceió, Pecinhas de Palmeira dos Índios e  Pecinhas da Laje, em São José da Laje. “Já é tradição para mim. Na laje fui presenteado com a melhor fantasia destaque em 2019, mas infelizmente não guardo essas fotos. As fantasias são só para esses momentos”, finaliza Diego.

Ateliês e costureiras investem em produtos e mão de obra para demanda

 

E para da conta de tantas encomendas de foliões como Givaldo Kleber e Diego, os ateliês estão investindo bastante em material e até terceirizando costureiras.

A proprietária e costureira de uma loja/ateliê de aluguel e sob encomendas confecção para vendas de fantasias, localizada na Avenida Menino Marcelo, na Serraria, conta que desde dezembro começou a receber os pedidos. “As encomendas são tanto para crianças quanto para adultos. Tem muita gente comprando em grupos para participarem das prévias aqui em Maceió. Ainda estou recebendo encomendas, todos os anos invisto bastante em material e até em mão de obras. Aqui na loja estamos em família, mas temos as costureiras terceirizadas que fazem de casa”, disse Maria Mendonça.

A costureira disse que mesmo na crise os foliões gostam de se vestir com roupas que caracterizem o momento. “Neste setor da diversão não existe crise forte. Todos os anos neste período recebo minhas encomendas. Estou há trinta ano no ramo, faço sob encomendas, faço para aluguel, enfim, vai ao gosto do cliente. Aqui temos peças prontas para alugar que vai de  R$ 40 à R$ 150, e as vendas vão variando. Faço com meus materiais como também com o material específico que o cliente quer”.

Sobre as fantasias mais procuradas, Maria Mendonça conta que as de filmes de personagens como a Arlequina e Coringa estão em alta, assim como o La Casa de Papel e as tradicionais para as crianças também.

Mendonça ressalta que ainda está recebendo encomendas, mas apenas de pequenos grupos. “Encomendas simples, também consertos e reformas’’.

A costureira Adna Guizelline foi alugar uma peça para fotos de um ano de uma sobrinha. “Não tive tempo de fazer, então vim alugar. Eu particularmente não curto me fantasiar, mas vamos aproveitar o gancho dos festejos e fazer as fotos da bebê  com tema do Carnaval”.

Em outra loja especializada, no bairro da Ponta Grossa, as encomendas estão sendo finalizadas para o Carnaval. “Só recebo encomendas até a próxima semana. Tenho muitas. Para adultos as mais procuradas são: Fred, Pirata, Mickey, Marinheiro, Presidiário, super heróis como Super Homem, Batman, Incrível e Homem-Aranha e os valores variam de R$ 80 até R$ 160. Não mais do que isso. Para as crianças,  Minnie, abelhinha, Sininho, Unicórnio, entre outas’’, esclarece a proprietária Jane Ventura.

Quem também está em alta são os adereços de cabeça para a montagem de produções mais estilizadas. Rebeca Alves, que confecciona alguns desses materiais ressalta que neste período vende muito. “A procura está grande. Começaram agora em janeiro, na verdade não faço sob em comenda, eu vou produzindo e divulgo de acordo com o que fizer. Eu não só compro material como reutilizo o que tenho, porque sou coreografa também, então tenho muito material. E os adereços fazem sucesso. Eu trabalho com dois grupos, os que têm um poder aquisitivo maior e o menor. Variam de R$ 15 a R$ 150, pois faço os adereços até a fantasia completa – então produzo para esses públicos. Na verdade, as que são as mais pedidas são as com nomes e temas mais comuns como, sereia, unicórnio, gatinho. Porém este ano eu trouxe muitas novidades’’.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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