Cidades

13 de janeiro de 2020 16:15

Escolas públicas de Alagoas poderão começar ano letivo sem livros didáticos

Correios não concluiu licitação de empresa terceirizada para auxiliar entrega

↑ Foto: Ascom Semed/Ilustração

O que era para ser uma alegria começa a ser um problema. É que as escolas públicas de todo o estado de Alagoas poderão começar o ano letivo de 2020 sem os novos livros didáticos enviados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão do Ministério da Educação (MEC) responsável pela escolha, licitação e entrega de todos os livros didáticos nas escolas públicas federais, estaduais e municipais.

De acordo com Alisson Guerreiro, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Alagoas (Sintect/AL), a estatal é uma importante parceira no processo de entrega dos livros didáticos às escolas públicas de todo o país. “Mas, em Alagoas, os Correios vem tendo sérios problemas desde que não conseguiu concluir, por falta de planejamento, a licitação que deveria escolher a empresa terceirizada para auxiliar na entrega de todos os livros didáticos às escolas”.

“Três carteiros de cada setor foram retirados, atrasando as correspondências da população. Três milhões de livros devem ser entregues, mas apenas 20% chegaram nas escolas”, frisou.

O sindicalista disse ainda que, segundo indicadores dos Correios, atualmente Alagoas é o estado mais atrasado do Brasil na entrega dos livros escolares. Apenas 20% foram entregues desde novembro de 2019.

Alisson Guerreiro, presidente do Sintect/AL (Foto: Divulgação)

“Algo inédito, já que isso nunca aconteceu. Sem a contratação da empresa terceirizada para a triagem, separação e embarque dos livros em caminhos que seguiriam para as escolas, os Correios estão utilizando os carteiros para fazer toda a logística de preparação dos livros”, reclamou.

“Missão praticamente impossível já que o estado conta com um baixo efetivo de carteiros. Para piorar, quando se desloca carteiros para fazer o trabalho dos terceirizados, parte de Maceió fica sem receber as correspondências atrasando mais ainda a entrega das cartas pelos Centros de Distribuição Domiciliárias”, acrescentou.

Conforme Alisson Guerreiro, se o problema não for resolvido urgentemente e uma empresa terceirizada não for contratada, aos poucos carteiros não conseguirão dar conta do serviço e milhares de alunos das redes públicas de ensino começarão o ano letivo sem os novos livros para estudar.

Ele salientou também que 10 de fevereiro próximo seja o prazo limite para a entrega de todo o material didático. “Se não chegar a tempo, será mais um baque para a tão sofrida educação pública em Alagoas”, concluiu.

O Tribuna Hoje entrou em contato com os Correios por meio de sua assessoria e aguarda retorno acerca do um posicionamento sobre o assunto.

Fonte: Tribuna Hoje, com assessoria

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