Cidades

10 de dezembro de 2019 09:28

Alagoas é o 2º mais atingido por óleo

No Estado foram contabilizadas 87 áreas, número só superado pela Bahia, com 237 locais de derramamento, segundo Ibama

↑ Óleo foi encontrado nas praias alagoanas há mais de 30 dias e governo federal pouco se manifestou (Foto: Agência Alagoas)

O número de localidades atingidas por óleo continua aumentando e chegou a 900, segundo balanço divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Praias, mangues, rios e áreas de proteção ambiental de ao menos 127 municípios de todos os nove Estados do Nordeste, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro foram afetados por fragmentos ou manchas de petróleo cru desde 30 de agosto.

Em Alagoas foram contabilizadas 87 áreas atingidas pelo óleo, número só superado pela Bahia, com 237 locais atingidos, ainda de acordo com o levantamento do Ibama.

Fragmentos

O balanço também indica que 23 localidades ainda estão com manchas de óleo (isto é, com mais de 10% de contaminação), outras 518 têm fragmentos da substância e 359 são consideradas “limpas”.

Dentre os locais ainda com óleo, mais de 40 ficam na Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais – que fica em Alagoas e Pernambuco -, maior unidade de conservação federal marinha costeira do Brasil, com cerca de 120 km de praias e mangues.

O óleo está distribuído da seguinte forma: Maranhão (24 localidades), Piauí (12), Ceará (8), Rio Grande do Norte (10), Paraíba (4), Pernambuco (22), Alagoas (87), Sergipe (60), Bahia (237), Espírito Santo (75) e Rio de Janeiro (2).

Em relação à fauna, ao menos 155 animais oleados foram identificados pelo Ibama. Os dados se referem especialmente a tartarugas marinhas (102) e aves (38).

Nas redes sociais, a Fundação Mamíferos Aquáticos chegou a compartilhar imagens da recuperação de uma ave oleada encontrada no município alagoano de Maragogi. Após tratada, ela foi recuperada e devolvida ao seu habitat.

Pesquisadores apontam que o petróleo também foi encontrado no organismo de animais diversas, como mariscos e peixes. Eles também ressaltam que o impacto ambiental do óleo pode persistir por décadas.

A primeira mancha de óleo foi oficialmente identificada em 30 de agosto, no município de Conde, na Paraíba. Quatro dias depois, o material foi encontrado no segundo Estado, Pernambuco, na Ilha de Itamaracá. Em 1º de outubro, a Bahia foi o nono e último Estado do Nordeste a receber óleo, com a primeira mancha identificada na Mata de São João. Por fim, fragmentos são encontrados no Espírito Santo, desde 7 de novembro, e no Rio de Janeiro, desde 22 de novembro.

Ao todo, foram retiradas mais de 4,5 mil toneladas de petróleo e itens contaminadas com o óleo, tais como baldes e equipamentos de proteção.

Um total de 65.983 pescadores profissionais artesanais foram afetadas pela mancha de óleo no litoral brasileiro. Esses pescadores atuam em municípios dos nove estados do Nordeste, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo atingidos pelo vazamento de óleo.

Todos terão direito ao auxílio emergencial pecuniário criado por meio da Medida Provisória nº 908/2019.

Fonte: Tribuna Independente

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