Cidades

7 de novembro de 2019 18:23

Estados cobram clareza e agilidade do governo federal sobre manchas de óleo em praias

Situação do óleo que apareceu na costa nordestina está entre os principais assuntos discutidos durante três importantes eventos, em Recife (PE)

↑ Reunião da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Foto: Assessoria)

A situação da costa nordestina afetada por manchas de óleo e a falta de representatividade dos Estados no Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) estão entre as principais pautas da reunião ordinária e assembleia geral extraordinária da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), que acontece durante essa quinta-feira (07), em Recife (PE).

O evento se junta a outros dois importantes encontros que acontecem na capital pernambucana: a Conferência Brasileira de Mudança do Clima, entre a quarta e sexta-feira (6 e 8), e a reunião do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, na quarta-feira (6).

A primeira parte da reunião da Abema aconteceu na manhã da quinta-feira (07), no Palácio Campo das Princesas, em Recife (PE). No período da tarde é a vez da reunião regional do Nordeste.

Segundo Leonardo Vieira, assessor executivo de Gestão Interna do Instituto do Meio Ambiente (IMA), durante o período da manhã foram discutidas as soluções adotadas pelos estados do Nordeste no combate ao óleo.

A representante do Ibama apresentou as medidas tomadas pelo órgão, mas os gestores estaduais afirmaram que a ação do governo federal é insuficiente e que não há medidas preventivas. Segundo Vieira, os representantes dos Estados do Nordeste solicitaram maior clareza e agilidade no repasse de informações por parte do governo federal.

“Foi solicitado também que o Ibama emita nota oficial sobre a balneabilidade das praias do Nordeste. Além disso, que fale de forma mais clara sobre o consumo de pescados na região”, explicou Leonardo Vieira.

Clima

A questão das manchas de óleo nas praias também é um dos temas amplamente discutidos na Conferência Brasileira de Mudança do Clima e na reunião do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste. Junto com ele, as ações implementadas pelos Estados no sentido de garantir o desenvolvimento equilibrado.

“As questões ocasionadas pelas mudanças climáticas interferem no dia a dia da população mundial. É muito importante discutir isso de modo científico”, comentou Gustavo Lopes, diretor-presidente do IMA.

Lopes ressaltou que a participação do Instituto, junto com outros representantes de Alagoas, é fundamental porque as políticas públicas estão sendo pensadas considerando a demanda mundial de novos modelos de desenvolvimento.

“As ações para mitigar essas mudanças são necessárias e vem sendo feitas no Estado de Alagoas de forma constante. Um exemplo é dado por duas vertentes do nosso trabalho: a modernização e celeridade dos processos; a busca por preservar os fragmentos florestais através da criação de Unidades de Conservação. Além disso, temos fiscalizado cada vez mais e trabalhado muito na questão da conservação”, disso Gustavo Lopes.

Fonte: Ascom IMA/AL

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