Cidades

15 de outubro de 2019 10:56

Aos 87 anos, morre Dirceu Lindoso

Historiador estava internado no HGE desde a semana passada por causa de complicações de um aneurisma cerebral

↑ Dirceu Lindoso faleceu na madrugada desta terça-feira (15) no HGE (Foto: Ailton Cruz/Agência Alagoas)

Morreu na madrugada desta terça-feira (15), no Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, o historiador Dirceu Acioli Lindoso, aos 87 anos. Ele estava internado desde a quarta-feira (9) com rebaixamento do nível de consciência e histórico de microangiopatia cerebral. Com um aneurisma extenso, foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu entubado sob os cuidados da equipe multidisciplinar, mas não resistiu.

De acordo com o HGE, o corpo foi levado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), da Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), responsável pela emissão da certidão de óbito, que apontará oficialmente a causa da morte. O velório acontece na Casa Jorge de Lima, sede da Academia Alagoana de Letras, na Praça Sinimbu, e o sepultamento ocorrerá às 10 horas desta quarta-feira (16), no Cemitério da Piedade, no bairro Prado, em Maceió.

O governador de Alagoas, Renan Filho, lamentou a morte de Dirceu Lindoso e destacou o legado do intelectual alagoano.

“Dirceu descreveu Alagoas, as nossas origens, o nosso povo, como poucos. Foi e continuará sendo, através de suas obras, uma das maiores referências nos campos da historiografia, da antropologia e da sociologia”, disse Renan Filho.

Diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), o professor Fábio Guedes também lamentou a morte do historiador. Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e pela Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), Lindoso era natural de Maragogi, no Litoral Norte do Estado.

“Lindoso deixou uma vasta produção científica e literária, contribuiu com a formação crítica de muitos e tornou-se referência nos estudos quilombolas, indígenas e sobre a formação social alagoana”, citou o presidente da Fapeal.

Dentre as principais obras de Lindoso, citadas por Guedes, estão: “A utopia armada: rebeliões de pobres nas matas do Tombo Real, 1832-1850” (Paz e Terra, 1983), “Formação de Alagoas Boreal” (Catavento, 2000), “A Razão Quilombola: estudos em torno de conceito quilombola de nação etnográfica” (EDUFAL, 2011), “O Grande Sertão: os currais de boi e os índios do corso” (Fundação Astrojildo Pereira, 2011), “O Poder Quilombola: a comunidade mocambeira e a organização social quilombola” (EDUFAL, 2007).

“Perdemos muito com a morte de Dirceu Lindoso, um atento pesquisador da formação política e social de nosso estado. Seu texto criterioso alia-se a uma forma agradável e, ao mesmo tempo, erudita, de narrar alguns dos principais fatos da história de Alagoas. Dirceu fará falta”, acrescentou a museóloga Cármen Lúcia Dantas.

Nota

O Governo do Estado de Alagoas, o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL) e a Academia Alagoana de Letras (AAL) se somam ao pesar da família e de todos os alagoanos pelo falecimento do grande e querido Mestre DIRCEU LINDOSO, um dos maiores nomes da Cultura alagoana, ocorrido nesta terça-feira (15). O velório está sendo realizado na Casa Jorge de Lima, sede da AAL, na praça Sinimbu, Centro, até as 10h da quarta-feira (16), quando o cortejo se encaminhará para o Cemitério Nossa Senhora da Piedade, no Prado, onde o corpo será sepultado.

Fonte: Agência Alagoas

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