Cidades

16 de agosto de 2019 11:37

Mais de 30 pessoas são presas durante operação do MP em Alagoas

Quatro organizações criminosas foram desbaratadas durante a operação integrada de segurança

↑ Parceria foi exaltada durante coletiva à imprensa (Foto: Sandro Lima)

Mais de 30 pessoas presas. Este foi o resultado do balanço apresentado na manhã desta sexta-feira (16), da operação integrada envolvendo nove Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos) do Ministério Público brasileiro. A ação resultou em quatro organizações criminosas desarticuladas somente em Alagoas, fazendo do estado o segundo no ranking de mais prisões realizadas durante todo o dia de ontem (15).

Todas as cidades da região norte de Alagoas foram abrangidas pela operação integrada de segurança. De acordo com o delegado Gustavo Henrique, da Delegacia de Narcotráfico (Denarc), as ações foram articuladas para serem realizadas no mesmo dia. Ele destacou o apoio da 17ª Vara Criminal da Capital e Gaeco, confessou que após 19 anos de trabalho na segurança pública não sabe o que seria sem essa parceria. “É extremamente célere na expedição das medidas cautelares”.

A autoridade policial lamentou que os detidos na Operação Mausoléu, líderes de facções criminosas, estejam presos, porém ainda delinquindo. “Perdemos as contas de mandados de prisão para as mesmas pessoas que já estão dentro do sistema prisional. O Estado deve pensar estratégias para dificultar o contato dos reeducandos com o ambiente externo, com isso certamente os índices de criminalidade serão reduzidos ainda mais”, ressaltou.

O delegado Gustavo Henrique considerou o trabalho das forças de segurança do estado como brilhante. “A parceria é eterna com o Gaecos. O reconhecimento é individual, principalmente àqueles policiais que estão na linha de frente atuando cumprindo as medidas cautelares do poder judiciário, sem eles nada seria possível”, reconheceu.

302 PMs com 100 viaturas 

O subcomandante da Polícia Militar, tenente-coronel Rocha Lima, frisou que a PM trabalhou na operação com um efetivo de 302 militares e 100 viaturas ocupando terreno em todo o estado. Parabenizou pessoalmente os comandantes de batalhões que não mediram esforços para somar na ação operacional, ao Ministério Público e a 17ª Vara Criminal da Capital.

Capitão Navarro, da Secretaria de Estado de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), salientou que o sistema penitenciário de Alagoas vem se preocupando com o controle dos convívios, no entanto a própria lei dá direito aos presos de terem acesso a consultas externas. “É uma luta constante parta manter a disciplina da manutenção carcerária, mas com isso o sistema também vem mostrando números positivos se comparado com o restante do país. É calamitoso, pode-se dizer, e aqui em Alagoas não tivemos problemas com rebeliões, nem motins, assassinatos coletivos, nem decapitações. Consideramos o sistema prisional alagoano sob total controle diante das adversidades”, mencionou.

O oficial declarou ainda que por meio de verbas houve a disponibilidade de aquisição de equipamentos como body scanner, dispositivo que detecta objetos no corpo de uma pessoa para fins de triagem de segurança, sem remover fisicamente as roupas ou fazer contato físico. Bem como o trabalho efetivo dos agentes penitenciários, todos concursados, o que facilita o convívio direto carcerário.

Material apreendido 

Três armas de fogo foram apreendidas na operação de ontem, sendo uma pistola e dois revolveres, além de munição e assessórios correspondentes. Mais de 200 gramas de cocaína e 37 bombinhas de maconha, além de pedaços de maconha que seriam divididos e ensacados.

Mais de 224 gramas em estado bruto, oito gramas de crack e mais 44 bombinhas de separadas para venda, bem como balança de precisão. De acordo com o promotor, Hamilton Carneiro, a operação foi alcançada e exitosa, tendo provocado um abalo nas estruturas das organizações criminosas no estado.

O delegado Fabrício Nascimento destacou que o combate a organizações criminosas somente existe com a integração do estado. “Demonstra a importância da ação de segurança, no sentido ainda de garantir a continuidade das operações no combate financeiro com o crime, colocamos a Polícia Civil à disposição do Ministério Público no que diz respeito ao suporte necessário para exterminar as facções criminosas”.

Todos os presos com os mandados de prisão estão no sistema prisional, já aqueles detidos em flagrante estão na unidade de custódia da Polícia Civil e passarão por audiência para seguir ou não para a penitenciária.

Fonte: Tribuna Hoje / Ana Paula Omena l Carlos Amaral

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