Cidades

26 de julho de 2019 08:31

Com sete anos, Lei Seca mostra resultados em Alagoas

No 1º semestre, número de prisões de motoristas alcoolizados teve redução média de 50%; ações educativas têm papel fundamental

↑ Operação Lei Seca em Alagoas comemora dados positivos, sobretudo a preservação da vida no trânsito (Foto: Ascom/Detran)

A operação Lei Seca completa sete anos de implantação em Alagoas neste mês de julho. E as ações realizadas nos últimos anos diminuíram, de forma significativa, os números de prisões de condutores dirigindo alcoolizado como também os números de acidentes.

Para o coordenador da Operação Lei Seca no Estado, tenente Emanuel Costa, essa redução se deve por conta de todas as ações educativas realizadas.  “Por aqui, as operações estão dando muito certo, a diminuição se deve graças as ações integradas com vários órgãos como a SMTT [Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito], Detran/AL [Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas], Polícia Militar de Alagoas [PM/AL] e outros”, avalia o tenente.

A redução apontada pelo coordenador está relacionada aos números de ações onde é observado a redução de motoristas dirigindo embriagado, o número de carros recolhidos e, sobretudo, a diminuição de acidentes de trânsito causados por condutores embriagados. “No primeiro semestre de 2018 foram 104 prisões. Este ano até junho são 53, justamente pelo aumento nas ações”, explica Emanuel.

Desde a implantação em Alagoas, a operação Lei Seca, coordenada pelo Detran/AL em parceria com a PM/AL, foi intensificada ano após ano. “A criação da Lei Seca em Alagoas proporcionou uma segurança maior no trânsito, com a redução de acidentes e preservação de vidas. Passamos a trabalhar próximos da sociedade, humanizando e mudando toda uma história e contexto do que se entende por dirigir um veículo”, afirma Costa.

Nos últimos dias 24 e 25 de julho deste ano, foi realizado em Maceió o VIII Fórum Nacional das Operações Lei Seca do Brasil, o Detran/AL, em parceria com a Associação Nacional dos Detrans (AND), sediou o evento para comemorar os sete anos da implantação em Alagoas. O evento reuniu representante e autoridades de trânsito de Alagoas e de todo o Brasil. Com presença de representantes de órgãos de trânsito e coordenadores de Operação Lei Seca dos estados de Rio de Janeiro, Amazonas, Pernambuco, Rondônia, Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul, Amapá, Pará, Acre e do Distrito Federal.

O coordenador local ressalta que foram discutidos assuntos como padronização das ações e trabalho em conjunto. “A Lei Seca de Alagoas é uma boa referência, e nós precisamos alcançar o Brasil todo para que as pessoas entendam, de fato, que não vale a pena beber e dirigir”, explica o atual coordenador da operação e presidente do Fórum Permanente das Operações Lei Seca no Brasil, tenente Emanuel Costa.

Em 2012, a cada 100 veículos abordados condutores estavam alcoolizados em 11

 

Em 2012, a cada 100 veículos flagrados a operação notificava 11 situações de alcoolemia, atualmente a cada 100, tem apenas 3,1% segundo informações do coordenador.

Em sete anos foram realizados 2.299  ações educativas e de fiscalização.

Alagoas sediou a oitava edição do Fórum Nacional de Operações Lei Seca no Brasil; evento aconteceu em Maceió nos dias 24 e 25 de julho (Foto: Ascom/Detran)

Destas foram registradas 41.955 – Infrações de trânsito por diversas irregulares de trânsito; 165.725 – Testes de Alcoolemia realizados; 153.406 veículos abordados; 1.268 – prisões em flagrante; 8.775 CNHs recolhidas e 1.624 condutores autuados e retirados de circulação por alcoolemia.

TECNOLOGIA

Emanuel comenta ainda sobre o etilômetro passivo que é uma tecnologia nova.

“É uma ferramenta que vai da celeridade e terá economia já que não vamos precisar jogar fora as biqueiras apenas em um sopro. É um teste importante. Sempre estamos buscando tecnologias novas que vão ajudar nas ações. O talonário eletrônico já realidade e em breve os demais equipamento”.

No entanto, ainda não existe uma data confirmada para o equipamento chegar ao estado e ser utilizado nas ações realizadas durante todo o ano em todo o estado.

Práticas podem ser adotadas em outras regiões

 

Para o coordenador da Operação Lei Seca e comandante do Batalhão de Trânsito Rodoviário, Urbano do Acre, tenente coronel Roberto Marques da Silva, o modus operandi (modo de operação) adotado em Alagoas tem práticas excelentes.

“Acompanhei uma ação da Operação Lei Seca no Estado e fiquei maravilhado porque vi excelentes práticas. Apesar de simples, são de fortaleza gigantesca para a atividade. Como o posicionamento do veículo disposto no local da abordagem – o condutor tem que colocar o carro na posição de 45 graus, ou seja, se é a Operação Lei Seca em busca de alcoolemia, o condutor já vai apresentar dificuldades. Outra prática é o acompanhamento com o drone, à forma com que a equipe chega ao local, o tempo, entre outros modus operandis. Foram muitas novidades. O que vi foi proveitoso”, disse Marques acrescentando que vai levar para o Acre e compartilhar com os agentes e tentar ter mais ganho real nas ações por lá.

FÓRUM

O coordenador da Lei Seca no Acre ressalta que o evento foi um momento marcante por vários aspectos. “Pela discussão feita e pela experiência que o estado de Alagoas tem. Lá no Acre, desde 2011 temos uma operação que tem o mesmo fim, chamada Operação Álcool Zero, instituída efetivamente por decreto governamental. Mas, antes já fazíamos a prática. O fórum traz uma possibilidade de intercambio, de experiências e ações vantajosas para a nossa administração pública e, sobretudo para a Operação Lei Seca em si”.

Marques explica que algumas discussões que já vinham sendo discutidas foram observadas. “Existe uma diferença no modelo de operação muito embora a legislação seja comum, o modo operandi, a forma de agir, varia de estado para estado. Isso faz com que nós consigamos permear assuntos e ações que sejam benéficas para os estados como trazer para os colegas daqui’’.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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