Cidades

22 de julho de 2019 20:30

Jornalistas demitidos começam a ser reintegrados na Organização Arnon de Mello

Empresa tem até a próxima sexta-feira (26) para reintegrar 13 profissionais

↑ Advogado Kleber Santos (Foto: Arthur Melo)

Na manhã desta segunda-feira (22), os 15 jornalistas demitidos ilegalmente pela Organização Arnon de Mello após a paralisação dos profissionais da imprensa foram até a empresa acompanhados de representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal) para a reintegração. Porém, dos 15 jornalistas, apenas 2 voltaram ao trabalho nesta segunda. Na sexta-feira passada (19), o advogado do sindicato, Kleber Santos, entrou com pedido de prisão contra os dirigentes da empresa.

Segundo o presidente do Sindjornal, Izaías Barbosa, a TV Gazeta de Alagoas tem até a próxima sexta-feira (26) para reintegrar os 13 profissionais.

“Quando expirou o prazo para a reintegração dos jornalistas [na sexta-feira passada], o setor jurídico do sindicato entrou com um pedido de cumprimento, já que a empresa [TV Gazeta de Alagoas] não tinha se manifestado. Pedimos à Justiça que obrigasse a empresa a cumprir o que foi decidido. Durante a manhã desta segunda, tivemos uma reunião na Gazeta com o gerente de Recursos Humanos [Paulo Malta] e a diretora de Jornalismo [Maria Goretti] e disseram que não teria como acomodar todos, porque havia sido feito o remanejamento de pessoal durante greve, mas 2 foram reintegrados no G1 Alagoas e os outros 13 devem voltar até sexta-feira”, comentou o presidente.

Pedido de prisão

O advogado do Sindjornal, Kleber Santos, também acompanhou os profissionais demitidos na manhã desta segunda-feira. “Na TV Gazeta de Alagoas, ficou acertado o redirecionamento de 2 profissionais e os outros 13 já estão reintegrados, ou seja, já estão recebendo e esses dias já estão contando como dias de trabalho. Só falta, de fato, voltarem às atividades”, disse o advogado.

Kleber Santos reforça que foi informado à TV Gazeta de Alagoas que reintegração deverá acontecer restabelecendo o status quo anterior à demissão. “Ou seja, a reintegração existe para que os profissionais voltem a ocupar os mesmo cargos, fazendo o mesmo trabalho que eles faziam antes da demissão”, afirmou.

O advogado do sindicato também comenta sobre o pedido de prisão feito para os dirigentes da empresa.

“O pedido de prisão foi feito por descumprimento da decisão judicial. É um fato grave uma empresa desobedecer uma ordem legal, e esta prevista pena no Código Penal para essa conduta. Como após o prazo de 48 horas para reintegrar a TV Gazeta não entrou em contato com os jornalistas demitidos para realizar a reintegração, nós entramos com uma petição informando ao magistrado e pedindo que se adotassem medidas coercitivas mais eficazes, dentre elas está justamente a possibilidade de prisão dos dirigentes da empresa por descumprirem a decisão que o juiz havia dado”, comentou.

Caso

Uma decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (TRT/AL) pediu a reintegração dos 15 jornalistas demitidos da TV Gazeta de Alagoas logo após a greve de jornalistas alagoanos chegar ao fim no último dia 3 de julho. Na decisão anunciada na terça-feira (16) sobre as demissões, o juiz do Trabalho Luiz Henrique Candido da Silva afirma que “há prova robusta do direito invocado e do ato patronal que lhe é lesivo”.

Fonte: Rívison Batista

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