Cidades

20 de julho de 2019 08:22

Caminhantes chegam ao quarto dia atravessando o Rio Tatuamunha

Até o momento eles percorreram mais de 100 km

↑ Na foz do Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, aventureiros partem para última etapa da viagem (Foto: Grupo Ouricuri Caiçara / Cortesia)

Acampados desde a noite da sexta-feira (19) na foz do Rio Tatuamunha, em Porto de Pedras, os aventureiros do Projeto Ouricuri Caiçara partem para cumprir a última etapa da viagem de cinco dias pelo Litoral Norte de Alagoas rumo ao Rio Persinunga. Eles partiram da Praça Gogó da Ema, em Maceió, na manhã da quarta-feira com destino a divisa de Alagoas e Pernambuco, onde devem chegar por volta das duas da tarde desde domingo, dia 21, cruzando o rio Persinunga, já em território pernambucano. Os mais de 150 quilômetros de caminhada do projeto Ouricuri Caiçara atraíram 130 pessoas que estão vivendo uma verdadeira aventura e uma oportunidade única de entrar em harmonia com tudo o que a natureza pode oferecer.

Até o momento eles percorreram mais de 100 km passando pelas praias de Jatiúca, Cruz das Almas, Sereia, Pratagy, onde atravessaram o primeiro rio e Ipioca, ainda na capital. Partiram em direção a praia de Costa Brava, cruzando o segundo Sauaçuhy, para chegar a Paripueira. Depois percorreram mais de 30 km até a Ilha da Croa, na Barra de Santo Antônio, onde cruzaram o rio de mesmo nome para alcançar a região dos Morros, já em território de Passo de Camaragibe.

Percorreram toda a Praia dos Morros, cruzando o rio Camaragibe. Depois entraram na Rota Ecológica e fizeram uma longa caminhada pelas praias de Barra de Camaragibe e Marceneiro, no município de Passo. Continuaram pelas praias do Riacho, Milagres, Toque e Porto da Rua, em São Miguel dos Milagres, onde acamparam. A beleza da foz do Rio Tatuamunha, com a lua cheia, foi o palco do acampamento e do preparo para a última etapa do projeto.

Nesses últimos quatro dias os participantes tem trabalhados aspectos ligados a perseverança, perseguição de metas e planejamento de vida e postura de enfrentamento, já que pouquíssimos recursos são permitidos. Apenas uma faca, um cantil, uma rede, um pouco de carne seca na farinha e alguns alimentos não perecíveis e não industrializados, mas nada de açúcar ou alimentos que contenha açúcar.

O desafio tem sido caminhar o máximo que puder até o limite real e não até o desconforto, até porque as atividades do Ouricuri Caminhada são bem reduzidas quando comparadas aos da mata, o segundo projeto do grupo, que acontece em janeiro, durante o solstício de verão. No quinto dia, com encerramento no domingo, os participantes ficaram sem celular, sem cigarros e bebidas alcoólicas.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

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