Cidades

9 de julho de 2019 17:59

Tutmés Airan volta a discutir situação dos comerciantes do Pinheiro, Mutange e Bebedouro

Fecomércio deve apresentar ao TJ/AL, dentro de 15 dias, o número de estabelecimentos afetados que estão nas áreas de evacuação imediata

↑ Reunião com representantes da Fecomércio/AL ocorreu nesta terça-feira (9) (Foto: Adeildo Lobo / Dicom TJ-AL)

O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), Tutmés Airan, voltou a se reunir, nesta terça-feira (9), com a Federação do Comércio (Fecomércio/AL) para discutir a situação dos comerciantes do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. A entidade está levantando o número de comerciantes afetados e o valor estimado do prejuízo dos estabelecimentos. Os dados devem ser apresentados ao TJ/AL no prazo de 15 dias.

Inicialmente serão contabilizados os estabelecimentos que estão nas áreas de evacuação imediata desses bairros. A estimativa da Fecomércio é que esse número fique entre 200 e 300.

“Isso se tratando apenas daqueles comércios formais, que possuem CNPJ, nota fiscal e têm contador que consegue mensurar demonstrações de resultado de exercício. Vamos tentar ainda mensurar os comerciantes informais, para que eles também sejam indenizados”, explicou o assessor econômico da Fecomércio/AL, Felippe Rocha.

Ainda segundo o assessor, os comerciantes devem entregar documentações que comprovem a perda de lucro depois que os problemas nos bairros, provocados pela Braskem, começaram. “É importante que eles comprovem que o faturamento caiu de fevereiro de 2018 até hoje. No caso dos informais é mais complicado, porque atuam sem CNPJ, sem nota fiscal e lidam, muitas vezes, com dinheiro em espécie. Vamos ver o que eles podem apresentar para não ficarem no prejuízo”.

Para o presidente do TJ/AL, a parte mais difícil será quantificar o valor das indenizações devidas pela Braskem aos comerciantes. “A ideia é que tudo seja construído em conjunto para que a gente possa encontrar um valor justo, que não extrapole os limites do razoável”, afirmou Tutmés Airan.

Fonte: Dicom TJ/AL / Texto: Diego Silveira

Comentários

MAIS NO TH