Cidades

9 de julho de 2019 08:58

Famílias serão cadastradas a partir desta quarta (10) e terão que deixar casas

Segundo o vice-prefeito Marcelo Palmeira, a estimativa é de que mais de 2 mil famílias sejam cadastradas para posteriormente receber o aluguel social

↑ Marcelo Palmeira estima que mais de 2 mil famílias sejam cadastradas (Foto: Edilson Omena)

O vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira (PP), informou nesta segunda-feira (8) à Tribuna Independente que um novo cadastro para as famílias afetadas nos bairros do Mutange e Bebedouro deve começar nesta quarta-feira (10) na Escola Municipal Edécio Lopes no bairro do Pinheiro. A declaração foi dada após reunião com o presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Tutmés Airan.

Segundo o vice-prefeito, a estimativa é de que mais de 2 mil famílias sejam cadastradas para posteriormente receber o aluguel social.

“Nós viemos apresentar ao presidente do TJ o cronograma de retirada daquelas famílias, que se iniciará na próxima quarta-feira na Escola Edécio Lopes, já o cadastramento definitivo. Para que seja feito o depósito bancário do aluguel social. É importante frisar que o aluguel social ainda não está definido, pois a ação da DPE a pedido da Prefeitura ainda está sob análise do juiz Ivan Vasconcelos Brito Júnior. Caso ele decida favorável a Prefeitura com cadastro já irá depositar os valores e já iniciar a retirada voluntária”.

A expectativa é de que o cadastro dure aproximadamente oito dias. Em paralelo, a Prefeitura aguarda decisão judicial que garante auxílio moradia para as famílias por meio dos valores bloqueados da Braskem.

“A retirada voluntária terá prazo de sete dias, caso os moradores não saiam voluntariamente em três dias, a Prefeitura irá retirar. Caso eles não tenham local definido para ir, nós levaremos para um abrigo. A gente conseguindo retirar essas pessoas, grande parte do problema já vai ser resolvido. Ficarão faltando as questões judiciais de outras áreas, para ver como será feito. Essas pessoas já estão no aluguel social, esperando as indenizações”.

A possibilidade de as famílias receberem imóveis popular do programa “Minha Casa, Minha Vida” como indenizações, segundo Marcelo Palmeira, ficará para uma análise posterior, ou “segunda etapa”, como classificou o vice-prefeito.

“Existe uma tendência para isso, mas como conversamos com o presidente [Tutmés Airan], nós só vamos definir isso quando as famílias já estiverem retiradas da área, já estiverem com aluguel social, esta será uma segunda etapa, de ver como será feita essa indenização”, afirmou.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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