Cidades

26 de junho de 2019 08:27

Vendedores de milho cozido têm lucro ampliado em junho

Na espiga ou no copinho, alimento é uma opção nutritiva na hora das refeições e também fonte de renda com retorno garantido

↑ Valores do milho no copinho variam de acordo com a fome do consumidor, que pode pagar entre R$ 2,50 e R$ 5 (Foto: Adailson Calheiros)

Com a chegada do mês de junho, ambulantes reforçam vendas de milho em carrinhos, faturando o dobro de outros meses do ano. Isso porque o milho é o queridinho das festas juninas e está presente não só em pratos típicos, como também na economia da região.

Quem comercializa o produto durante o ano, no mês junino se alegra com a força das vendas. Niedja Patrícia é um exemplo. Ela é ambulante e sua principal fonte de renda vem do milho cozido. “Há cerca de 5 anos vendo milho no Comércio. Quando chega o mês de festa junina eu fico feliz porque sei que vou lucrar. Geralmente nos outros meses eu vendo uma mão e meia de milho cozido, já em junho consigo vender duas mãos e meia. Ou seja, cerca de 125 milhos por dia. Chego aqui por volta das 10h da manhã e só saio quando não tem mais espiga no tacho”, informa.

Niedja, como tantos outros vendedores informais, ainda não se formalizou por falta de conhecimento, mas garante que é da venda do milho que tira o sustento da casa. “Já pensei em me tornar MEI [Micro Empreendedora Individual], mas ainda não procurei saber como faço. Ouço as pessoas falarem, mas não tenho muita certeza se vai ser bom pra mim. Vendo bem porque meu diferencial com certeza é a qualidade. Às vezes recebo encomenda de bolo de milho, canjica, mas o meu forte mesmo é o milho cozido bem quentinho no copo. Meus milhos são selecionados. Por isso só volto pra casa com o carrinho vazio”, conclui a vendedora.

Niedja investiu R$ 1.700 no seu carrinho de milho e, segundo ela, conseguiu 100% do retorno em pouco tempo. Os preços cobrados pela ambulante variam entre R$ 2,50, R$ 3 e R$ 5 e vão conforme a vontade do freguês.

Com alto valor nutricional, cereal é considerado um alimento completo

 

Seja pelos valores nutricionais ou pelo retorno financeiro garantido, um dos cereais mais presentes na mesa do brasileiro, em especial do nordestino é o milho. E apesar de ganhar destaque no mês junino, esse cereal vem mostrando que veio pra ficar, se tornando um queridinho, assim como o arroz e o feijão.

Nutricionista Raíssa Barbosa destaca que é preciso consumir com equilíbrio (Foto: Acervo pessoal)

De acordo com a nutricionista Clínica Esportiva Raíssa Barbosa, uma espiga de milho média tanto assada como cozida contém cerca de 80kcal. Valor calórico não tão alto, mas que deve ser consumido com moderação quando junto a outros alimentos como manteiga, ou em preparações com molhos e cremes. E, como toda fonte de carboidrato, deve ser consumido com equilíbrio, uma vez que o excesso deste nutriente pode predispor a formação de depósitos de gordura no organismo.

“Presente no grupo dos cereais, o milho contém alto valor nutritivo, podendo se dizer que é um alimento completo. É uma fonte de carboidrato complexo; fonte de fibras que promove saciedade; auxilia no bom funcionamento do intestino e ainda auxilia na regulação e liberação de insulina no sangue, evitando picos glicêmicos. Mas mesmo contendo alto valor nutricional é preciso moderação na hora do consumo do milho. Pois, por ser uma fonte de carboidrato, apesar das fibras, ele eleva a glicemia. Então consumir com equilíbrio é o ideal”, informa Raíssa.

O milho também é fonte de minerais de ação antioxidante como o zinco e de importantes minerais como o fósforo, potássio e magnésio. Contém antioxidantes como zeaxantina e luteína, que são fundamentais para a saúde dos olhos, além de vitaminas do complexo B, fundamentais para o sistema nervoso. Outra notícia que muito agrada aos amantes deste cereal, é que ele pode substituir outros alimentos essenciais ao organismo.

“O milho pode ser incluído nas dietas substituindo seu grupo, como o arroz, macarrão e o pão. Para os amantes da musculação pode ser incluído tanto no pré como no pós-treino, mas deve ser consumido de preferencia in natura, em vez do milho em conserva que contém sódio. No dia a dia, é possível cozinhar e congelá-lo inteiro ou em pequenas porções fora da espiga. E para a alegria dos celíacos, não contém glúten”, informa a nutricionista.

Fonte: Tribuna Independente / Daniele Soares

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