Cidades

16 de maio de 2019 08:16

Braskem afirma que não sairá de Alagoas

Empresa afirma não ter 'planos de transferir suas atividades para outro estado'

↑ Moradores tiveram que abandonar suas residências após surgimento de rachaduras no Pinheiro (Foto: Edilson Omena / Arquivo)

Após as declarações de parlamentares alagoanos sobre uma possível chantagem da Braskem em relação à atuação em Alagoas – conforme publicado na edição desta quarta-feira (15) da Tribuna Independente, a empresa afirmou à reportagem que não avalia transferência das atividades para outro estado.

Segundo o comunicado da Braskem “não há planos” de transferência. “Com o compromisso de dar prosseguimento à implementação de medidas emergenciais na região, conforme Acordo de Cooperação Técnica já assinado com autoridades locais, a Braskem reforça os laços com a sociedade alagoana e não tem planos de transferir suas atividades para outro estado”, disse a empresa.

A polêmica segue uma série de questionamentos que têm sido levantados desde que o laudo do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) apontou a exploração de sal-gema como responsável pelo processo de afundamento dos bairros do Pinheiro, Bebedouro e Mutange.

No início desta semana, uma ação civil pública (ACP) foi impetrada pelo Ministério Público Federal (MPF) para que a empresa envie informações sobre a situação de 27 minas, ativas ou não. Tais informações, segundo a Braskem, dependem de estudos de sonar e na data de divulgação do relatório técnico do CPRM ainda não haviam sido disponibilizadas.

Na ação o MPF dá prazo de 30 dias para a conclusão dos estudos. “A Braskem deve realizar os estudos de sonar dos demais poços, no prazo de 30 dias, ou outro método tecnologicamente adequado, caso não seja viável a realização do sonar – neste caso, qualquer outro método empregado será às custas da mineradora. E, a medida que os estudos forem sendo realizados, a Braskem deve apresentar o plano de fechamento de cada uma das minas, com o respectivo descomissionamento (desativação) do poço ativo ou paralisado e demais etapas”, diz o MPF.

Questionada pela reportagem sobre quando as informações sobre os poços seriam encaminhadas à Agência Nacional de Mineração (ANM), a Braskem se limitou a dizer que “segue à disposição das autoridades”.

“A preocupação da Braskem é com a segurança das pessoas. A empresa trabalha com geólogos e especialistas na análise do laudo emitido pela CPRM e segue à disposição das autoridades no esclarecimento de informações necessárias para a compreensão completa dos eventos ocorridos”.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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