Cidades

15 de maio de 2019 18:27

Pesquisadores fazem exposição no Centro de Maceió com projetos desenvolvidos na UFAL

Feira de ciências reuniu mais de 200 estudantes e professores para dialogar com a população

↑ Quase 200 estudantes e professores da Ufal apresentaram pesquisas no Centro (Foto: Assessoria)

Na tarde desta quarta-feira (15), durante a programação da greve nacional da educação, estudantes e professores da Ufal realizaram uma Feira de Ciências no Calçadão do Comércio, em Maceió. A ação teve o objetivo de mostrar o quanto a Universidade presta de serviço á sociedade e que a produção acadêmica tem relação direta com o cotidiano da população.

Jailton Lira, presidente da Associação dos Docentes da Ufal (Adufal), explica que a proposta surgiu em assembleia geral realizada no dia 9 de maio. “A ideia é fazer frente ao argumento do governo [federal] de que a Universidade não tem serventia, que não é útil à sociedade. Estamos estabelecendo um diálogo com a população em relação às atividades. O que é feito de pesquisa, produção acadêmica e extensão, e como isso se consolida em melhoria da qualidade de vida da população”.

 Presidente da Adufal explica que feira de ciências quer mostrar à sociedade como a Universidade é útil (Foto: Assessoria)

Com a participação de vários cursos, nas áreas das ciências humanas, exatas e saúde, o evento teve quase 200 estudantes e professores que apresentaram banner e cartazes de pesquisas que estão sendo realizadas.

Saúde, Humanas e Exatas tiveram trabalhos apresentados

Uma dos estudos apresentados foi do Laboratório de Neurofarmacologia e Fisiologia Integrativa, sobre a epilepsia, doença que atinge 50 milhões de pessoas no mundo.

Na área de humanas, pesquisadores de serviço social apresentaram o projeto de extensão conexões de saberes. Que dá aulas preparatórias para o Enem a jovens de escolas públicas.

Ligados às ciências exatas, os estudantes de engenharia civil levaram uma pesquisa sobre a precariedade da estrutura no mercado do tabuleiro e seus respectivos danos econômicos.

Todos os projetos apresentados e muitos outros dependem dos recursos que a Universidade Federal recebe, e que tiveram um corte de cerca de 30%. Em vários cartazes, acadêmicos declararam que “ciência não é balburdia” em resposta à declaração do Ministro da Educação, que disse que instituições de ensino no Brasil “promovem balbúrdia”.

Na manhã de hoje, foi realizado um ato público com a participação de professores, funcionários e estudantes de todos os níveis da educação. Escolas públicas, Universidades e Institutos Federais unificaram a pauta contra os cortes, contra a reforma da previdência e contra o Governo Bolsonaro.

 

Fonte: Tribuna Hoje / Emanuelle Vanderlei

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