Cidades

22 de abril de 2019 15:17

Mancha que apareceu no mar de Riacho Doce seria de esgotos clandestinos

Técnicos do IMA/AL avaliam situação do Riacho Doce

↑ Riacho Doce desemboca na praia do bairro (Foto: Ascom IMA/AL)

Uma enorme mancha foi avistada durante esses três dias de feriado de Páscoa em quase toda a extensão da praia de Riacho Doce, litoral norte de Maceió. No sábado, dia 20, moradores da praia avistaram a mancha nas proximidades do riacho de mesmo nome e chegaram a denunciar o fato. No domingo a mancha foi em direção à praia de Garça Torta, sendo avistada nas proximidades do Milk Bar. Segundo muitos moradores, água suja teria espantado os turistas que estavam em algumas pousadas do povoado para o feriadão, além daqueles que passam o dia em bares e restaurantes da região.

A suspeita dos moradores da região é que a mancha negra tenha sido provocada pelo despejo irregular de esgoto ou produto químico no riacho Doce, que desemboca na praia. É sabido por todos que a maioria das casas à beira mar e mesmo aquelas do povoado, não possuem rede de esgoto. Portanto o despejo é feito através de canaletas que percorrem o meio fio da estrada principal do povoado. Parte desse esgoto corre, inevitavelmente ou diretamente para a praia e ou ai no riacho.

Uma equipe do Instituto do Meio Ambiente (IMA) foi enviada até o local para fazer análises do que pode ter ocorrido. Eles colheram amostras da água negra e um relatório deve sair em até quatro dias para que providências sejam tomadas. O responsável pelo Gerenciamento do instituto, Ricardo César, já adiantou que muitas casas foram construídas no local de forma irregular e sem licença ambiental.

Portanto, como grande parte do povoado não possui rede de esgoto, a mancha negra, provavelmente deve ter se formado com o acumulo na foz do riacho. Com a maré alta da lua cheia, o lixo e todo resto foi levado em direção ao mar. Ricardo César garantiu que o IMA irá tomar as devidas providências para que a localidade não vire um segundo Vale do Reginaldo, já que o depósito de esgoto afeta a rede de corais, os animais marinhos e as pessoas quando consomem animais que se alimentaram da poluição.

Técnicos do IMA/AL avaliam situação do Riacho Doce

Os técnicos da equipe de Gerenciamento Costeiro do Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) estiveram, na manhã de domingo (21), na praia de Riacho Doce, próximo à foz do rio de mesmo nome, onde uma enorme mancha se espalhou, no sábado (20), chamando a atenção dos moradores.

Devido ao movimento da maré, a água suja havia se dissipado, mas como o problema é reincidente no local, ficou evidente que, além do movimento natural de correntes e consecutivo represamento que acontece em parte da foz do rio, há um problema de acúmulo de água contaminada devido à ocupação desordenada em quase toda a margem.

Acontece que em determinados momentos esse represamento se desfaz, liberando a água contaminada que consecutivamente causa a mancha. A mesma situação aconteceu nos anos de 2018 e 2017, quando os técnicos do órgão ambiental comprovaram que a tendência é que a situação piore, caso não sejam tomadas providências necessárias para ordenar a ocupação nas áreas por onde o Riacho passa.

Além disso, ainda há o temor de que possa haver contaminação das águas por rejeitos do aterro sanitário de Maceió, licenciado e fiscalizado pelo poder executivo municipal.

Fonte: Tribuna Hoje com Ascom IMA / Texto: Claudio Bulgarelli - Sucursal Região Norte

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