Cidades

28 de março de 2019 08:22

Clube de Engenharia recomenda demolição de imóveis em bairros afetados por rachaduras

Entidade cobra ainda a transparência nas ações da Braskem e das informações necessárias à complementação dos estudos em curso

↑ Pinheiro (Foto: Adailson Calheiros)

O Clube de Engenharia de Alagoas elaborou um documento no qual lista uma série de recomendações e questionamentos em relação ao fenômeno geológico que atinge os bairros de Bebedouro, Pinheiro e Mutange. Para a entidade, entre outros pontos, os imóveis que necessitam de desocupação precisam ser inspecionados e caso constatados, demolidos para evitar complicações futuras.

“Que seja determinada a realização de inspeções técnicas, por profissional qualificado, para que seja tomada a decisão sobre a remoção de pessoas e demolição de edificações que, eventualmente, não apresentem condições de remediação; que seja providenciado o necessário atendimento à população atingida, em especial aqueles cujas propriedades tenham de ser demolidas, formulando-se uma adequada estrutura de apoio e mitigação de sofrimento”, diz o documento.

A entidade cobra ainda a transparência nas ações da Braskem e das informações necessárias à complementação dos estudos em curso.  Como por exemplo a divulgação pública de um plano de fechamento das minas da Braskem, solicitada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).

“Que sejam complementadas as pesquisas geológicas e geotécnicas previstas, assim como sua análise urgente, visando possibilitar a identificação, quantificação, projeto e execução das ações necessárias à remediação dos eventos, além de permitir o estabelecimento das condições necessárias à convivência com estes eventos que, pelo que sabemos até agora, não tem perspectiva de terminarem; e que sejam disponibilizados os dados referentes a todas as minas sob a responsabilidade da Braskem, incluindo aqueles correspondentes ao monitoramento de cada uma delas e as informações fornecidas pelos estudos a cargo da empresa, conforme determinação da Agência Nacional de Mineração”, elenca.

Para o Clube de Engenharia, é preciso efetividade nas ações por parte do poder executivo estadual e municipal e um monitoramento constante da área o que inclui edificações, vias e subsolo.

“Que se faça urgente avaliação do sistema de drenagem existente a da possibilidade de sua recuperação, ampliação e/ou melhoria, adotando-se técnicas e materiais adequados às condições atuais, de forma a evitar que chuvas intensas contribuam para o agravamento dos problemas, principalmente nas camadas mais superficiais; que sejam implantados, de forma permanente, conjuntos de equipamentos de monitoramento da área, inclusive nas edificações”, recomenda.

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentle

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