Cidades

25 de março de 2019 09:54

Moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro apresentam reivindicações ao MPE

Grupo realizou manifestação para chamar atenção para os problemas que os bairros enfrentam com o afundamento do solo e rachaduras nos imóveis

↑ Moradores de bairros afetados com afundamento de solo e rachaduras nos imóveis se uniram para chamar atenção para o problema (Foto: Sandro Lima)

Moradores dos bairros Pinheiro, Mutange e Bebedouro se reuniram desde o início da manhã desta segunda-feira (25) nas imediações do campo do CSA para chamar a atenção para as questão do risco de desabamento dos bairros. O diretor da Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal), Antônio Sabino, informou que a principal reivindicação dos manifestantes é a suspensão da produção de salgema pela Braskem.

“Os governos estadual e municipal já deveriam ter tomado essa atitude, porque a população não tem uma compreensão sobre o que está causando esses problemas e a Braskem continua atuando. Nós compreendemos que existe uma situação geológica, que o Pinheiro foi construído em cima de uma lagoa que sedimentou há 50 anos, sem saneamento ou uma boa engenharia, aliado a isso temos as 35 minas da Braskem abaixo de nós”, opinou Sabino.

“É claro que as minas estão a mil metros abaixo do solo e a gente torce para que o solo do bairro não tenha encontrado uma dessas cavernas. Estamos pendendo para dentro da lagoa”, continuou.

Outra reivindicação dos moradores é a instalação de um gabinete unificado e permanente no local de moradia onde as famílias tenham acesso a atendimento psicológico e informações sobre os estudos. “Estamos chamando parceiros para dialogar as situações que acontecem nos bairros. Esses dias a fossa de uma das casas simplesmente se abriu e a tampa de concreto caiu seis metros abaixo. Que movimento foi esse? Precisamos de engenheiros presentes nos bairros para tirar nossas dúvidas”, afirmou Antônio Sabino.

Ele também destacou o fato das crianças dos bairros estarem sem estudar porque as escolas da região começaram a apresentara rachaduras. E após o decreto de calamidade pública, a situação dos moradores ficou ainda mais delicada.

Um grupo de representantes de moradores dos bairros foi recebido pelo promotor José Carlos Malt, no Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (CAOP), para apresentar as reivindicações. “As reivindicações apresentadas pelos moradores já são trabalhadas. Hoje ouvi uma entrevista do prefeito Rui Palmeira (PSDB) em uma rádio onde ele estende os problemas do Pinheiro aos bairros do Mutange e Bebedouro. Vamos avançar e esperamos que o laudo conclusivo sobre as causas dos problemas que atingem os bairros seja entregue em abril, como está previsto”, disse o promotor.

Ele destaca que a preocupação do MPE é com as vidas das famílias que permanecem nas áreas atingidas. “Os recursos agora vão chegar também para os moradores das áreas amarela e laranja. Nossa preocupação é com vidas e por isso recomendamos a retirada imediata das pessoas para que não haja vítimas em caso de acidente”, concluiu.

As reivindicações também devem ser levados pelos moradores dos bairros ao Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).

Fonte: Redação / Tribuna Hoje

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