Cidades

22 de março de 2019 21:21

Reforma de Bolsonaro é alvo de protesto em Maceió

Dia nacional de luta em defesa da previdência aconteceu em todas as capitais

↑ Manifestação contra reforma da previdência reuniu movimentos no Centro de Maceió (Foto: Edilson Omena)

Uma multidão foi às ruas de Maceió na tarde da última sexta-feira (22), para protestar contra a reforma da Previdência, proposta pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ainda na fase de debates no Congresso Nacional. Concentrados na Praça do Centenário, no bairro do Farol, sindicalistas, estudantes, movimentos de luta pela terra e por moradia, partidos políticos e outros setores da sociedade desceram em caminhada até o Centro, encerrando o manifesto no Calçadão do Comércio.

Das mais criativas formas, placas, faixas e cartazes reforçavam o motivo de estarem em protesto contra a proposta presidencial e em defesa da aposentadoria. Com adesão do Sindicato dos Rodoviários, o protesto contou com a paralisação dos ônibus que passavam pela praça. Motoristas e cobradores cruzaram os braços por algumas horas, criando um enorme corredor de coletivos estacionados ao longo de quilômetros na faixa azul, indo da Praça do Centenário até o Quartel do Exército.

Composta por várias entidades dos movimentos sociais, a Frente Brasil Popular explica o que o ato representa.

“Hoje é um dia Nacional de Luta em defesa da Previdência. Todas as capitais do país estão dizendo que aposentadoria é um direito conquistado ao longo de muitos anos, não é privilégio. Privilégios são os penduricalhos que estão colocados no judiciário e em outros setores de poder constituído. O que a classe trabalhadora tem é um justo direito à sua remuneração depois de contribuição”, disse Elida Miranda.

Miranda também rebate as alegações do governo sobre o déficit da previdência. “A previdência não é deficitária, pelo contrário, tem superávit. Tem ainda sonegação de muitos empresários. Esse governo deveria combater à sonegação, e não cortar na carne de quem dá a vida para fazer funcionar a economia”.

As centrais sindicais foram as responsáveis pela convocação de hoje. Rilda Alves, presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT-AL), garante que agenda de manifestos contra a reforma da Previdência está apenas no início.

“Temos uma programação permanente de lutas, atos, audiências públicas nas câmaras municipais, atividades de base e até debate nas igrejas. Este ano começamos no 8 de março, denunciando o prejuízo da reforma da Previdência na vida das mulheres. Hoje estamos aqui, e já estamos construindo o 1º de maio”, argumentou a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas.

A CUT promete parar o país se o projeto continuar em tramitação no Congresso Nacional. “Se insistir em botar pra votar, vai ter sim uma greve geral nesse país”.

Fonte: Tribuna Hoje / Emanuelle Vanderlei

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