Cidades

15 de março de 2019 19:04

Rodrigo Cunha aponta mineração como provável causa de problemas no Pinheiro

Segundo ele, relatório final deve sair nos próximos 15 dias e deve considerar região inabitável

↑ Senador Rodrigo Cunha (Foto: Sandro Lima/arquivo)

Em entrevista à imprensa na tarde desta sexta-feira (15), o senador Rodrigo Cunha repassou novas informações sobre os estudos no bairro do Pinheiro. Após reunião com geólogos da CPRM e secretários de defesa civil em seu gabinete, o parlamentar demonstrou preocupação e acredita que a situação “é uma catástrofe anunciada”.

Propositor de uma audiência pública sobre o tema no Congresso Nacional, marcada para a próxima quinta (21), Cunha afirmou que caso o desenho que foi feito se confirme, a área vai ser considerada inabitável. Toda a bancada alagoana foi convidada para a sessão, que terá transmissão ao vivo.

Tudo isso deve ser oficialmente divulgado com o relatório final dos estudos, em um prazo máximo de 15 dias. “Eles não querem empurrar com a barriga”, disse o senador.

Sobre as causas, que até agora estavam no campo das hipóteses, Rodrigo aponta minerações como causa mais provável e diz que os responsáveis devem indenizar as famílias para não sofrer processos judiciais e continuar atuando no setor.

Na reunião ele teria sido informado que a situação do Pinheiro é a prioridade absoluta para a Defesa Civil Nacional. Mais até que as barragens, que chamaram a atenção do país após a tragédia de Brumadinho.

Em detalhes, ele explicou porque a chuva pode aumentar o risco para as famílias que continuam na região. A água funcionaria como um lubrificante que vai alargando as rachaduras e aumenta a possibilidade de aprofundamento vertical das aberturas no solo. Não só é um problema que aconteceu e deixou sequelas no solo, ele continua acontecendo e o solo afundando.

Classificando a situação como gravíssima, ele garante que as informações são legítimas “Não é achismo, não é fake das redes sociais”. E se compromete a não medir esforços para chegar a uma solução.

A CPRM não confirmou o prazo, mas também não desmentiu o senador. Através de sua assessoria, esclareceu que “Os estudos estão numa fase importante, que consiste no processamento, interpretação e integração dos dados geofísicos, batimétricos, entre eles, imagens de satélite que foram adquiridas pela CPRM”. E informou que isso possibilitará apontar com a segurança as origens do fenômeno e a elaboração de relatório para orientar as autoridades e a população sobre a real situação do bairro Pinheiro, para que a partir de então as medidas necessárias sejam tomadas.

“Estamos trabalhando para apresentar de maneira transparente os resultados dos estudos tão logo estejam concluídos”, informou o órgão à reportagem.

Hoje (15) de manhã, Cunha esteve no MPF para falar sobre o Pinheiro.

Fonte: Tribuna Hoje / Emanuelle Vanderlei

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