Cidades

13 de março de 2019 09:01

Bombeiros registram 150 casos de afogamento em 2018 em Alagoas

Dados dos Institutos de Medicina Legal de Maceió e Arapiraca apontam que de janeiro a 10 de março houve 21 mortes, Bombeiros falam em 20

↑ Dois jovens se afogaram no último domingo na Praia do Sobral, no bairro do Trapiche: um deles foi resgatado com vida e encaminhado ao HGE; o outro morreu e o corpo foi encontrado na segunda (Foto: Ascom/CBM)

 

Matéria atualizada às 14h52 para correção de informação

Alagoas registrou em 2018 150 casos de afogamento segundo levantamento do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL). Já o registro de mortes extraídos dos relatórios dos Institutos de Medicina Legal (IMLs) de Maceió e Arapiraca aponta que de janeiro até 10 de março deste ano, foram 21 mortes por afogamentos em 2019 e em todo o ano de 2018 foram 111 mortes. A assessoria do Corpo de Bombeiros divulgou após veiculação da matéria na edição desta quarta-feira (13) do jornal Tribuna Independente que o número afogamentos em 2019 seria 20.

“Lembrando que o número de afogamentos no Estado é maior que o número de afogamentos que possuímos no sistema do CBM/AL, visto que não atendemos todas as ocorrências e que muitas já são óbitos e só vamos quando o corpo está em difícil acesso ou desaparecido”, explica o major Cavalcante.

No último domingo (10), dois jovens se afogaram na Praia do Sobral, no bairro do Trapiche da Barra. Um deles, identificado como Diego dos Santos, foi resgatado com vida no mesmo dia e encaminhado para o Hospital Geral do Estado (HGE).

O outro jovem foi encontrado na tarde da segunda-feira (11). O corpo de Jonathan da Silva Teixeira, de 18 anos, estava desaparecido desde domingo quando tomava banho na área com o amigo.

Em todo o estado, a Capital lidera os casos de afogamentos segundo levantamento do CBM/AL.

O surfista Samuel Pedro Morais disse que frequenta a Praia do Sobral há cerca de 10 anos e já presenciou casos de afogamentos no local. “Além de surfar eu faço mergulho aqui há uns 10 anos. É comum acontecer casos de afogamentos principalmente nos fins de semana”, disse acrescentando que já ajudou a salvar algumas vidas. “Eu faço o curso do Surf – Salva em parceria com o Corpo de Bombeiros. A gente auxiliar em salvamentos’’, conclui.

Mirante da Sereia tem maior número de ocorrências; foram 25 em 2018

 

Para o CBM/AL, a praia mais perigosa da Capital é de Riacho Doce, onde a maior parte das ocorrências se concentra (Mirante da Sereia) com 25 ocorrências atendidas em 2018. Já no bairro do Trapiche da Barra foram seis ocorrências em 2018, sendo uma delas na lagoa.

“Um estudo feito nos últimos quatro anos apontou que a praia da Ponta Verde teve maior quantidade de afogamento do que o Sobral, reforçando que vários fatores são levados em consideração para determinar o nível de perigo que a praia oferece”.

Apesar de não ser a mais perigosa, o CBM/AL ressalta que a praia do Sobral possui correntes de retorno e valas permanentes, ‘entretanto para classificar o perigo da praia vários fatores são avaliados como: quantidade de banhistas (se uma praia não tem banhista ela não vai ser perigosa), público frequentador, nível de conhecimento da praia (se é turista, se conhece o local que vai tomar banho), altura da onda, tipo da onda também é levado em consideração.’

RECOMENDAÇÃO

O Corpo de Bombeiros faz algumas recomendações para evitar afogamentos. Entre elas estão: a supervisão por um responsável de crianças, adolescentes e idosos nesses ambientes; sempre que possível deve-se buscar locais de banhos que já sejam guarnecidos pelo CBMAL; antes de entrar na água busque junto aos guarda-vidas, ou nas ausências deles junto aos comerciantes ou moradores locais, informações sobre os riscos do ambiente; ao perceber alguém se afogando, ligue imediatamente para o número de emergência do CBM/AL, o 193.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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