Cidades

11 de janeiro de 2019 10:48

Maceió: Usuários de transporte coletivo cobram redução da tarifa de ônibus à SMTT

Superintendente do órgão garante que prefeito Rui Palmeira não atenderá os R$ 4,15 pedido por empresários e reconhece demandas da comunidade

↑ Usuários de transporte coletivo de Maceió vão à sede da SMTT cobrar redução da tarifa de ônibus (Foto: Sandro Lima)

Cerca de 40 pessoas foram à sede da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) de Maceió, no bairro do Tabuleiro, na manhã desta sexta-feira (11), para protestar – e participar de reunião com o órgão – contra a proposta de aumento da passagem de ônibus na capital alagoana. As empresas que atuam no setor querem que o preço da tarifa passe dos atuais R$ 3,65 para R$ 4,15.

Entretanto, eles não querem somente impedir o aumento do preço da tarifa de ônibus, querem reduzi-la para R$ 3,15. Segundo Antônio Sabino, diretor da Federação das Associações de Moradores e Entidades Comunitárias de Alagoas (Famecal), os preços praticados nos últimos anos foram acima da inflação.

Antônio Sabino (Foto: Sandro Lima)

“São os usuários do transporte que estão pagando essa conta. Nossa pauta é a redução da tarifa do transporte coletivo em 13,7% porque de 2016 para 2017 o aumento deveria ter sido de 3%, mas o valor subiu 11,1%. De 2017 a 2018, o valor era subir 3%, mas os empresários pediram 15%, o que não ocorreu porque entramos com uma ação na Justiça, e valor foi reajustado em 3,3%. E agora, eles querem 13,7%. Se somar o que já foi aumentado, e no contrato de licitação diz que é no máximo 3%. Então, estão devendo”, pontua o diretor da Famecal.

Ainda de acordo com ele, o índice de redução proposto leva em consideração a inflação do período.

Estiveram presentes à sede da SMTT além da Famecal, juventudes de partidos políticos, associações de moradores, e entidades estudantis, a exemplo do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

SMTT

O superintendente da SMTT Antônio Moura garante que o prefeito Rui Palmeira (PSDB) não vai autorizar o valor pedido pelos empresários do transporte público.

Antônio Moura (Foto: Sandro Lima)

“Todos os anos as empresas protocolam o pedido de aumento no valor da tarifa de ônibus, mas dificilmente eles são aceitos em sua totalidade e de imediato. Eles agora pedem R$ 4,15 e já posso adiantar que, com certeza, o prefeito não autorizará esse valor”, afirma Antônio Moura. “Existe uma tabela para a métrica do preço e é ela que faz os cálculos. Isso está no contrato da licitação do transporte. O reajuste é uma das obrigações contratuais do Município, assim como as empresas têm as delas. Contudo, o prefeito não é obrigado a dar o aumento que as empresas querem”, completa.

Ainda de acordo com Antônio Moura, estudos sobre o novo preço da tarifa de ônibus estão sendo avaliada e não há data prevista para sua alteração entrar em vigor.

QUALIDADE

Além do preço da tarifa de ônibus em Maceió, as representações de segmentos que estiveram na sede da SMTT querem discutir a qualidade dos serviços prestados na capital alagoana.

Para Antônio Sabino, é preciso discutir melhorias em todos os setores do transporte público, inclusive o trânsito.

“Quando a gente vai pedir a redução da tarifa, também queremos levar para o debate a questão da mobilidade, da acessibilidade, a malha viária, os terminais, integração, estações de transbordo. Não é só transporte coletivo, é transporte e trânsito”, diz o diretor da Famecal. “Queremos propor, inclusive, uma conferência municipal de transporte”, completa.

Antônio Sabino ressalta que se nenhuma demanda for atendida, as entidades de classe, segmentos e de moradia pretendem intensificar mobilizações nos bairros de Maceió.

O superintendente da SMTT reconhece haver problemas na qualidade dos serviços de transporte público ofertados na capital alagoana, mas pondera ter havido avanços nos últimos anos.

“Antes é importante frisar que o transporte coletivo de Maceió está sob intervenção. A Arser [Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados], criada para regular os contratos da Prefeitura, está tratando disso com a SMTT. Uma consultoria será licitada para trabalhar em cima das reclamações das empresas, que alegam ter prejuízos, mas a Prefeitura entende que não”, pontua. “Todas as questões que a comunidade questiona têm sentido. É evidente que muita coisa foi feita, mas tem aquilo que ainda não chegou à população e ela sente a falta dos serviços. A gente entende seus questionamentos perfeitamente”, completa Antônio Moura.

 

Fonte: Tribuna Hoje / Carlos Amaral

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