Cidades

6 de dezembro de 2018 08:36

Dívida de Sindicomerciários passa de R$ 200 mil

Segundo junta governativa do sindicato, valor corresponde a débitos de serviços essenciais e aluguéis

↑ José Moraes Junior, José Diogo Lima Dantas e Jammes Azarias da Silva assumiram junta no fim de novembro (Foto: Ascom/MPT)

Internet cortada, aluguéis em atraso e uma dívida que pode passar de R$ 200 mil. Estas são as informações preliminares apontadas pela junta governativa do Sindicato dos Empregados no Comércio do Estado de Alagoas (Sindicomerciários/AL).

De acordo com o servidor público José Moraes Júnior, indicado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/AL) para compor a junta, apesar do valor em dívidas, que pode ser maior, o sindicato dispõe de um saldo bancário na ordem de R$ 13 mil e que está bloqueado.

“Só agora dia 29 é que a gente veio tomar posse. Solicitamos algumas informações, tivemos informações parciais para a gente se inteirar da situação do sindicato. Segundo eles [diretoria] o sindicato não tem filiados, o sindicato estava com uma dívida, a gente não calculou ainda, mas dá tranquilamente para chegar aí em R$ 200 mil e o sindicato não tinha funcionário. Há um valor bloqueado no Banco do Brasil, algo na faixa de R$ 13 mil”

Além de José Moraes Junior, o advogado José Diogo Lima Dantas e o bancário Jammes Azarias da Silva também compõem o grupo. Inicialmente, eles pretendem garantir condições de funcionamento da entidade sindical.

“Nós assumimos nessas condições e ainda estamos nos inteirando de toda a situação jurídica, administrativa e financeira, porque ainda tem muita pendência, muita coisa miúda aparecendo, muita coisa que não nos foi informada. A gente ainda está se inteirando. Nossa pretensão é nos inteirar disso o mais rápido possível, viabilizar o que for possível porque temos contas em atraso, internet cortada, alugueis atrasados num valor muito alto, para só depois que superarmos isso, num prazo mais rápido possível, esperamos resolver isso em dez dias, para depois convocarmos as eleições”, pontua.

Segundo o servidor público ainda não é possível uma avaliação completa da situação porque a junta foi nomeada para tratar das questões ligadas à convocação de novas eleições. Apenas uma nova diretoria poderá realizar auditoria.

“A Justiça nos deu o prazo de 60 dias para que a gente realizasse e para que possamos empossar, e essa diretoria tome as providências necessárias com respaldo político e da categoria. Não estamos entrando no mérito de auditar as contas porque o nosso objetivo é coletar informações e resolver as pendências em relação à eleição”, explica.

Gestão estaria há três décadas no poder

 

Há cinco anos o processo envolvendo a diretoria do Sindicomerciários se arrasta no Tribunal Regional do Trabalho (TRT/AL). Após receber denúncia da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que a direção estaria há 30 anos à frente do Sindicomerciários, o MPT ajuizou ação e a diretoria foi afastada.

“O processo trabalhista teve início em 2013 e resultou numa sentença que afastou a atual Diretoria. Porém, através de decisão monocrática, de natureza liminar, do Tribunal Regional do Trabalho em Alagoas (TRT/AL), os atuais diretores permaneceram à frente do sindicato. Ainda assim, desde o mês de setembro deste ano, quando a liminar foi derrubada pela Segunda Turma do TRT/AL, os atuais membros da diretoria permaneceram à frente da entidade sindical. Neste caso, os atos praticados por eles, desde então, são passíveis de serem declarados nulos”, detalha o MPT.

Segundo a procuradora do Trabalho Adir Abreu foram verificados “irregularidades e desmandos cometidos pelo presidente da entidade sindical na direção do processo eleitoral sindical”, além da “falta de publicidade do prazo para inscrição das chapas”.

Uma eleição prevista para ocorrer em agosto foi suspensa e agora a entidade passará por um pleito organizado pela junta. (Com assessoria)

Fonte: Tribuna Independente / Evellyn Pimentel

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