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24 de setembro de 2018 08:26

Navio de pesquisa está aberto à visitação no Porto de Maceió

A estadia objetiva o abastecimento de gêneros, água e combustível, além de proporcionar descanso para a tripulação, após uma navegação de 10 dias nas águas do Oceano Atlântico Sul

↑ Foto: Divulgação

O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico (NPqHo) “Vital de Oliveira” – H 39 – permanecerá atracado no Porto de Maceió no período de 23 a 28 de setembro de 2018, estando aberto para visitação pública de segunda-feira (24) e quarta-feira (26), das 14h às 17h.

A estadia do navio em Maceió objetiva o abastecimento de gêneros, água e combustível, além de proporcionar descanso para a tripulação, após uma navegação de 10 dias nas águas do Oceano Atlântico Sul, realizando a Comissão PIRATA BR XVIII.

O projeto PIRATA (Prediction and Research Moored Array in the Tropical Atlantic) é uma iniciativa de instituições científicas do Brasil, Estados Unidos e França, com a finalidade de estudar as interações entre o oceano e a atmosfera no Atlântico Tropical relevantes para a compreensão da variabilidade climática regional em escalas sazonais, interanuais e de período mais longo, por meio de uma rede de boias meteoceanográficas, as quais medem parâmetros meteorológicos à superfície e oceanográficos, desde a superfície até a profundidade de 500 metros. O Brasil é responsável pela operação, rodízio e manutenção de oito dessas boias, dispostas desde a latitude de 15º N até 19º 30′ S, na altura da cidade de Vitória – ES.

A obtenção do “Vital de Oliveira” é decorrente de um Acordo de Cooperação firmado entre a Marinha do Brasil (MB), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), a PETROBRAS e a VALE, assinado em 20 de setembro de 2012. Em 29 de agosto de 2018, um novo Acordo de Cooperação foi assinado, acrescentando-se a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – Serviço Geológico do Brasil (CPRM) entre as instituições que participam do gerenciamento do navio.

O objeto do Acordo de Cooperação de 2012 foi a ampliação da infraestrutura existente no País, por meio da aquisição de um navio, sua equipagem e equipamentos necessários à pesquisa científica, tendo emprego no monitoramento e caracterização física, química, biológica, geológica e ambiental de áreas oceânicas estratégicas, para a exploração de recursos naturais, com ênfase nos recursos minerais, óleo e gás, ampliando a presença brasileira no Atlântico Sul e Equatorial.

A empresa norueguesa Northern Research Shipping (NRS) foi contratada em 7 de junho de 2013 para construir o navio. As obras foram conduzidas no estaleiro Hangtong, em Xinhui, China, enquanto a instalação dos equipamentos científicos ocorreu no estaleiro ST Marine, em Singapura. Em 24 de março de 2015, o navio foi entregue à Marinha do Brasil.

Equipado com 28 equipamentos científicos, o NPqHo “Vital de Oliveira” tem a capacidade de mapear dados da atmosfera, oceano, solo e subsolo marinhos, possibilitando um melhor conhecimento das riquezas de nossa Amazônia Azul.

O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira” é o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Capitão de Fragata (post mortem) Manuel Antônio Vital de Oliveira, natural de Recife, o qual teve seus trabalhos hidrográficos reconhecidos mundialmente, honrando o Brasil. Vital de Oliveira deu tudo quanto pode um homem dar ao seu país: inteligência, cultura, dedicação, seu sangue e sua própria vida.

 

Principais Características:

Deslocamento máximo: 4.200 toneladas

Calado: 6,3 metros

Boca: 20 metros

Comprimento: 78 metros

Velocidade máxima: 09 nós

Raio de ação: 7.200 milhas náuticas

 

Serviço

Evento: Visitação pública do Navio de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”

Local: Porto de Maceió

Data: 24 e 26 de setembro

Horários: 14h às 17h

Recomendações: Devido às características e limitações do local (banheiros e bebedouros) e peculiaridades do Navio (como existência de escadas para acesso aos compartimentos), recomendamos que sejam evitadas, na visitação, crianças abaixo de 5 anos e pessoas com dificuldades de locomoção.

Fonte: Assessoria

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