Cidades

22 de setembro de 2018 13:06

Número de mortes no trânsito cai 17% em Alagoas

Dados em Alagoas são do boletim especial do Seguro DPVAT, que indica ter havido redução no número de acidentes no país

↑ Alagoas está na segunda colocação com menor número de acidentes com mortes em 2017 na região Nordeste, com 474 óbitos registrados (Foto: Rívison Batista / Arquivo)

Até o próximo dia 25, a Semana Nacional de Trânsito levanta o debate sobre a importância da segurança nas ruas e da conscientização da população de suas responsabilidades, seja motorista ou pedestre. Dados da Seguradora Líder mostram que, nos últimos dois anos, mais de 560 mil acidentes ocorreram no país e foram indenizados pelo Seguro DPVAT. A seguradora lançou um boletim especial com registros de acidentes no trânsito. Segundos os dados, Alagoas registrou mais de sete mil acidentes nos últimos dois anos. No entanto, os números de mortes em 2017 diminuíram comparados ao mesmo período de 2016.

NORDESTE

Já no ranking do Nordeste sobre acidentes por morte, Alagoas está na segunda colocação com o menor número de mortes em 2017. Foram registrados no Estado apenas 474 contra 571 em 2016 com redução de 16,99%.  Em 2º lugar com menor número ficou Sergipe, 290 morte (2017), 362 morte (2016), redução de 19,89%. Em 3.º; Rio Grande do Norte, 534 mortes (2017), 549 morte (2016) redução de 2,73%; 4.º Paraíba, 608 mortes (2017), 779 (2016), redução de 21,95%; 5.º Piau, 841 (2017) 906 (2016), redução de 7,17%; 6.º Maranhão, 1.089 ( 2017), 1.263 (2017), redução 13,78%; 7.º Pernambuco, 1.374 (2017), 1.647 (2016), redução 16, 58%; 8.º Ceará 1.616 (2017), 1.937 (2016), redução 16,57%; 9.º Bahia 2.099 (2017), 2.506 (2016), redução 16, 24%.

Em todo o país segundo o boletim especial, houve diminuição no número de indenizações relacionadas ao mesmo período de 2016. Acidente com morte em 2017 foram 29.500, que corresponde a 12% indenizações. Acidente com invalidez 168.024 corresponde a 68%, Despesas Médicas (DAMS), 47.847, 20% das indenizações.  No total redução de 22%. Já em 2016 foram 33.833 mortes, e 11% das indenizações pagas. 230.276 com invalidez e 78% das indenizações pagas e DAMS foram 51.289 e 16%.

INDENIZAÇÕES

No ranking disponibilizado especialmente para a Semana Nacional de Trânsito 2018, que mostra a quantidade de acidentes já indenizados até o momento, também foram disponibilizados os números de indenizações por capitais, Maceió está no 22.º , com 607 ocorrências, destas 67 mortes, 404 invalidez e 136 DAMS. A Primeira colocação no números de acidentes e indenizações foi para São Paulo, com um total de 5.998, destes 703 mortes, 3.511 invalidez e 1.784 DAMS. O último colocado, ou seja 27.º com o menor número de acidentes foi  a capital Vitória,  335 acidentes,  36 mortes, 202 pessoas ficaram inválidas e  97 DAMS.

Os dados são referentes aos acidentes ocorridos em 2017 e já indenizados até agosto deste ano. Como o prazo prescricional para a solicitação do benefício do Seguro DPVAT é de até 3 anos, os dados devem sofrer alterações conforme as ocorrências são avisadas pelas vítimas e beneficiários.

Endurecer leis favorece, diz especialista

Segundo o especialista em trânsito, Fábio Barbosa, é comprovado em várias experiências que endurecer as leis ajuda muito a reduzir os problemas de fatalidade no trânsito.

“Países com fiscalização efetiva e punição exemplar são os topos da lista de trânsito seguro e amigável. A tolerância com quem usa o veículo de maneira irresponsável nos países nórdicos e no Japão é praticamente zero. Na Inglaterra, as leis de trânsito não falam em “acidente”. Para eles, esta palavra pressupõe que não há um culpado e eles sempre buscam os responsáveis quando há as ocorrências. A fiscalização eletrônica (radares) é usada massivamente nos Estados Unidos. E olha que lá, diferentemente daqui, não há aviso de onde os radares estão instalados”, comenta Barbosa.

Fábio Barbosa também salienta que a educação para o trânsito deve ser uma política de estado e promovida desde as idades inferiores. “Para quem já circula na cidade, principalmente em idade penal e com documento que, teoricamente, comprova sua habilitação para conduzir veículos respeitando as leis de trânsito, a legislação deve ser aplicada rigorosamente”, ressalta.

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Tolerância com irregularidades no trânsito eleva violência (Foto: Edilson Omena)

O especialista diz ainda que não há uma falta de compromisso dos condutores em relação ao tráfego de veículos. “Na verdade, o conceito de trânsito no código brasileiro, fala de “utilização das vias por veículos motorizados, veículos não motorizados, pedestres e animais de tração, para fins de circulação, parada passageira ou estacionamento. Mas, ao longo do tempo, criou-se claro privilégio para os veículos motorizados dentro desse contexto. Aí o ambiente ficou mais hostil, já que a regra de proteção dos mais vulneráveis (não motorizados) é ignorada. Estão erradas a aplicação do conceito de trânsito, o planejamento dos espaços de circulação, a educação para o trânsito e a fiscalização/punição das infrações das regras de circulação. O condutor é um resultado desses erros”, explica.

FROTA

Segundo registro do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alagoas tem uma frota de 768.221 veículos até 2017. Deste total, 360.867 automóveis, 13.791, micro-ônibus/ônibus e vans, 622 ciclomotor, 311.795 motocicletas e 81.146 são caminhões e pick-ups.

Jovens de 18 a 34 anos são principais vítimas do trânsito

A base estatística da seguradora mostra que, nos últimos dois anos, mais de 560 mil acidentes foram indenizados em todo o país. Os números mostram que os jovens de 18 a 34 anos são as maiores vítimas do trânsito brasileiro, representando 49% do total dos acidentes indenizados ocorridos em 2017.

No ano passado, os acidentes ocorridos e já indenizados pelo DPVAT apresentaram uma redução de 22% em relação às ocorrências do ano anterior.

Os casos de Invalidez Permanente representaram a maioria dos acidentes indenizados no ano passado (68%).

Os acidentes fatais indenizados registraram redução de 13% em relação ao mesmo período de 2016 e sua participação foi menor na quantidade de ocorrências em relação às demais coberturas (12%).

A motocicleta foi o veículo com o maior número de acidentes no ano de 2017. Apesar de representar apenas 27% da frota nacional, concentrou 76% das ocorrências.

Os motociclistas foram as maiores vítimas fatais e com sequelas permanentes em acidentes com esse tipo de veículo no ano de 2017 (79%).

A Região Nordeste concentrou 35% das ocorrências de Morte e Invalidez Permanente envolvendo motocicletas no período analisado. As motocicletas representam 44% da frota de veículos da Região Nordeste, enquanto que no Brasil representam 27%.

Fonte: Tribuna Independente / Texto: Lucas França

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