Cidades

14 de setembro de 2018 08:51

31ª Romaria das Terras e das Águas faz defesa da Lagoa Mundaú

Programação acontece no bairro de Fernão Velho com festa, e reflexão

Movimentos sociais ligados à igreja católica realizam em Fernão Velho, nos dias 22 e 23 de setembro, a 31ª Romaria da Terra. Com o tema “Lagoa Mundaú: Fonte de vida, trabalho e alimento”, o evento pretende promover reflexão sobre a situação da lagoa, que está morrendo.

O tema foi definido no contexto da preocupação com a coletividade e da luta por dignidade. Considerada a mãe das famílias que dependem dela para sobreviver, especialmente do trabalho proveniente do sururu – patrimônio imaterial do estado, a lagoa está poluída e assoreada. A maioria daqueles que moram às suas margens está abaixo da linha da pobreza. São cerca de 10 mil pessoas que sobrevivem com menos de R$250 mensais, de acordo com os cálculos técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet).  A importância do olhar fraterno e solidário para esta situação, que não é um caso isolado no Brasil, será um dos motes da romaria.

O grupo vai se concentrar no Rio Novo a partir das 20h. Às 22h segue em caminhada com destino a Fernão Velho. Durante o trajeto, acontecem três paradas, onde serão feitas apresentações, orientação e conselhos para preservação da lagoa. Uma missa está programada para acontecer à meia-noite, seguida de algumas apresentações. Por volta das 3h30 da manhã a romaria segue em direção ao Cruzeiro.

A programação da 31ª Romaria da Terra e das Águas contará com uma banda de Fanfarra, animação dos cantores Zé Pinto e Gogó e momentos de reflexão e celebração acerca do tema.

A romaria está sendo organizada em conjunto pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Paróquia São José Operário e Arquidiocesse de Maceió. Paróquias na capital e no interior estão organizando caravanas.

História

As Romarias da Terra têm um caráter ecumênico e ainda mais macro-ecumênico, incorporando ritos e símbolos de outros religiões ao universo católico. As Romarias da Terra valorizam o religioso, e buscam a transformação da sociedade. As romarias tem um sentido simbólico, acham sua fonte na própria marcha da humanidade. Segundo a CPT, as romarias da terra se diferenciam das romarias tradicionais por focar no coletivo e na realidade o povo, ao invés da individualidade e do transcendente da primeira.

A CPT realiza Romarias da Terra desde 1978. As primeiras se deram no Rio Grande do Sul e em Bom Jesus da Lapa, Bahia. Há grande diversidade de Romarias, tanto pela periodicidade com que são realizadas, quanto aos locais.

 

Fonte: Tribuna Hoje / Com Assessoria

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