Cidades

27 de julho de 2018 08:33

Museu itinerante leva conhecimento aos visitantes

Projeto foi criado para disseminar a ciência e está em Alagoas pela primeira vez

↑ Com a temática águal, Museu Interativo Ponto UFMG oferece linguagem específica para adultos e crianças (Foto: Edilson Omena)

Uma das atrações na programação da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que está acontecendo na Universidade Federal de Alagoas (Ufal), é o Museu Itinerante Ponto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O projeto foi pensado e desenvolvido pela professora titular da UFMG Tânia Margarida Lima Costa e nasceu em 2006 para desenvolver ações articuladoras visando aproximar o conhecimento científico produzido nos centros de pesquisa de instituições como a UFMG e a sociedade.

A coordenadora pedagógica da UFMG Fernanda Campos Lima disse que o projeto foi criado em 2006 e concorreu a editais e apenas em 2012 foi inaugurado e já passou por vários estados e cidades brasileiras.

“O Museu Itinerante já passou por várias cidades de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Seguro, Acre, Recife, Paraná, São Carlos e agora a capital de Alagoas”, disse Fernanda.

A coordenadora pedagógica explica que o museu é um espaço científico-cultural, interativo, adaptado em uma unidade móvel que atende, primordialmente, escolas e cidades de Minas Gerais. Mas ficou tão grandioso que acaba percorrendo outros estados.

O Museu Itinerante Ponto UFMG é constituído de um caminhão estendido com seu espaço interior adaptado em cinco ambientes. Segundo Fernanda Lima, o museu está com a temática água, interligada em cinco salas. “Em cada sala tem um bolsista que explica todos os aspectos da água no planeta até o nosso corpo humano. Eles são alunos da UFMG e já trabalham no museu através de projeto de extensão e pesquisa”, explica.

Fernanda explica ainda que os monitores ou bolsistas são preparados para dá todas às explicações aos visitantes.

“Nossos bolsistas são de diversas áreas do conhecimento, mas são preparados para dá as explicações aos visitantes de acordo com a temática do museu. Fazemos planejamento da linguagem que irão abordar porque a linguagem muda de acordo com o perfil do visitante, pois recebemos adultos e crianças”, ressalta  a coordenadora.

O museu está estacionado ao lado do Pavilhão da ExpoT&C. Para quem passar pela Ufal até o próximo sábado (28) e gosta de aprender com tecnologia, o Museu Ponto UFMG proporciona isso. Além das salas convencionais com imagens, fotos, monitores, existem Sala de Projeção 3D, Sala do Submarino – apresentando uma proposta inovadora no país.

O museu, além das atrações internas, promove exposições externas interligando as mais diversas áreas do conhecimento e da ciência. No pavilhão da SBPC Jovem o espaço é lotado de adultos e crianças curiosos em aprender e entender sobre o nosso planeta.

Fernanda conta que na parte externa do museu está sendo trabalhadas três temáticas: seres vivos, desafios e a luz. “Nesse espaço temos os jogos para a criançada aprender brincando sobre os seres vivos e o ambiente. Além disso, temos o óculos de realidade virtual que coloca o expectador dentro do Jurassic Park”, comenta.

O estudante Christian Melanias, 14 anos foi com a irmã olhar a exposição e disse que aprendeu muito. “O espaço está bem projetado. Tem muita coisa para aprender e ver por aqui. Essa exposição está muito boa. Esses óculos de realidade virtual são incríveis. Ele coloca a gente dentro do espaço onde tem os dinossauros, parece bem real. Eu tenho desses em casa e acho muito legal”, conta.

Ideia surgiu pela falta de material e equipamento científico nas escolas

 

A motivação para o empreendimento surgiu a partir de alguns aspectos da realidade científico-tecnológica, dentre eles: a carência de material, laboratório e equipamento científico e tecnológico nas escolas; a falta de acesso de grande parcela da população ao ensino de qualidade da ciência; a exclusão desta população do contato com tecnologias.

Fernanda Lima destaca importância educação científica e tecnológica (Foto: Edilson Omena)

Além desses aspectos, a professora Fernanda conta que a idealizadora Tânia Margarida também notou a necessidade de levar conhecimento científico para a população. Para elas, com a educação científica e tecnológica básica, a sociedade tem melhores condições de atuar no planeta.

HISTÓRICO

“Por meio de consulta formal a algumas prefeituras do estado de Minas Gerais, vimos que aquelas comunidades demonstram grande interesse e disponibilidade para receber um museu itinerante de ciência e tecnologia”, conta Tânia Margarida ao Portal do Museu Itinerante.

Ela conta que nesta perspectiva, foi desenvolvido e elaborado o Projeto para concorrer a um edital de auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que aprovou o necessário apoio para iniciar a execução do projeto.

De junho de 2008 em diante, a equipe do Projeto começou a utilizar em eventos alguns dos experimentos desenvolvidos para o Museu Itinerante, tendo por objetivo avaliar sua didática, funcionalidade e durabilidade.

A equipe do Museu Itinerante participou da “Semana Nacional de Ciência e Tecnologia” dos anos de 2007 e 2008. Já em 2009, assumiu a organização do evento pela UFMG, com o evento na Estação Vilarinho intitulado: Esse trem chamado Ciência. Na oportunidade, os experimentos já adquiridos e produzidos também foram expostos. Adicionalmente, foram realizadas oficinas programadas pela equipe do museu, também visando testar a metodologia e os materiais didáticos.

Durante esse período de adaptação e construção, outras importantes parcerias foram firmadas: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Secretaria de Educação de Minas Gerais, Capes, CNPq, INCT de Medicina Molecular e muitos outros.

No dia 4 de julho de 2012, o Museu Itinerante Ponto UFMG foi finalmente inaugurado em uma solenidade na Reitoria da UFMG. O caminhão e sua exposição externa foram montados na Praça de Serviços da Universidade e atraíram a curiosidade de muitos alunos e outras pessoas que passavam por ali.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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