Cidades

26 de julho de 2018 08:48

Evento no campus da Ufal atrai jovens pesquisadores de todo o país

Campus da Universidade em Maceió conta com intensa movimentação

↑ Na SBPC apresentando trabalho, Lindiwe Fidélis e Juliana Tolentino destacam estrutura do evento (Foto: Edilson Omena)

No campus da Ufal em Maceió a movimentação de pessoas é intensa para todos os lados. São alunos de escolas públicas e privadas de Maceió e do interior do estado, além de estudantes de nível superior de todo o país que querem adquirir mais conhecimento.

Além destes, têm os jovens pesquisadores, estudantes e profissionais que tem como objetivo melhorar a educação, a ciência e a tecnologia no planeta. Eles já estão circulando pelos espaços da 70ª Reunião Anual da SBPC desde do último domingo (22) e garantem que o evento proporciona consumo científico  e atraem toda a população.

As estudantes Lindiwe Fideles e Juliana Tolentino, de Belo Horizonte (Minas Gerais), estão em Alagoas pela primeira vez. As jovens são da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e estão na SBPC apresentando trabalhos e encantadas com a estrutura do evento.

“Esse evento é muito importante porque agrega muito conhecimento para a formação multidisciplinar por exemplo. Eu sou da biblioteconomia, mas estou participando de palestras, mesas redondas de outras áreas que tenho afinidades como a SBPC Afro. Notei que tudo está muito interligado. Estou aprendendo muito”, conta Lindiwe.

Juliana também está super satisfeita com a programação e com a cultura local. “O evento é muito importante, agrega conhecimento. Participei ano passado da SBPC e vejo as singularidades. Aqui participei de várias palestras ligadas a literatura e cultura afro-indígena, que têm tudo a ver com nosso projeto de poesia que se chama “Preta Poeta”. Interessante vê a mulher negra em cena com a temática do cotidiano trazidas para o meio científico. Notar que estamos em cena produzindo e estudando é magnífico”, ressalta Juliana.

Falta de investimento do governo

 

Apesar do encantamento com o evento e com o Estado de modo geral, as mineiras não tiveram como deixar de notar a falta de investimento do Governo Federal na questão estrutural e na educação na Ufal.

“O evento está excelente, programação muito boa. Muita gente produzindo conhecimento. Mas, a gente notou a falta de investimento na educação. Percebemos que existem muito espaços aqui na universidade que estão sem ocupação. Espaços a céu aberto que têm muito lixo inclusive que chega até ser perigoso para os alunos e os profissionais que atuam por aqui. Percebo um descaso. E isso fez a gente comparar com a UFMG que também por ser pública muitas vezes falta papel higiênico no banheiro e outros itens básicos. Mas o espaço mesmo é melhor utilizado. Comentamos porque sempre têm essas comparações. Pra gente é falta de investimento”, comenta as estudantes mineiras.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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