Cidades

27 de abril de 2018 21:29

Profissionais da educação do Município e do Estado podem entrar em greve em maio

Segundo presidente do Sinteal, primeira semana de maio será de reivindicações

↑ Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) que aconteceu na quinta-feira (26) definiu uma ‘agenda de lutas’ para profissionais da educação alagoana (Foto: Divulgação)

Uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) que aconteceu na quinta-feira (26) definiu uma ‘agenda de lutas’ para os profissionais da educação alagoana. Os professores da rede municipal de Maceió e da rede estadual podem entrar em greve caso acordos com a Prefeitura e o Estado não sejam cumpridos até o próximo dia 11 de maio. Segundo a presidente do Sinteal, Consuelo Correia, a primeira semana de maio será de reivindicações.

“Existe a questão do reajuste salarial. A data-base para os profissionais da rede municipal, por exemplo, é em janeiro, e até agora não houve reajuste. Desde janeiro estamos cobrando”, afirmou a presidente do Sinteal à reportagem da Tribuna.

De acordo com a sindicalista, além do reajuste, há várias pendências para a categoria. “O governo não implanta as progressões por titulação e também queremos os retroativos pelas progressões. Nós temos um plano de cargos e carreira. Por exemplo, alguém tem só a graduação, aí faz um mestrado e ascende na carreira”, disse a presidente.

Consuelo Correia afirma que os problemas atingem profissionais das redes estadual e municipal. “Para a rede estadual não é diferente. A data-base para o estado é agora em maio, porém, como este ano é de eleições para o Governo do Estado, começamos o processo antes, já que a dificuldade para o reajuste é maior”, relatou.

A presidente também diz que as entradas de aposentadorias, tanto no Estado quanto no Município, demoram a ser atendidas, apesar de os trabalhadores já terem o critério de tempo de serviço e de contribuição. “Eles retardam o processo de aposentadoria para que o profissional se mantenha na folha e seja pago com recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], pois, quando o profissional se aposenta, passa para o fundo de previdência, e como os fundos de previdência estão quebrados, eles acham por bem mantê-los na folha de pagamento para os profissionais serem pagos esses com recursos”, afirmou a sindicalista.

Segundo a presidente, a pauta é a mesma para as duas redes e, após a assembleia que aconteceu nessa quinta-feira, foi constituída uma comissão de profissionais da educação e foi elaborada uma ‘agenda de luta’ da categoria.

“Começamos já no dia 1 de maio. Estaremos fazendo uma concentração na orla de Maceió, no Posto 7. É Dia do Trabalhador, mas não temos o que comemorar, por causa da desvalorização. No dia 2, teremos uma audiência na sede da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag). No dia 3, faremos um ato público em frente à sede da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), no Centro de Maceió. Na outra semana, no dia 8 de maio, teremos uma assembleia com profissionais do Estado e, por fim, no dia 11 de maio, será realizada uma vigília com os trabalhadores da rede municipal”, disse.

De acordo com a presidente, após as audiências com o Município e o Estado, se a categoria não chegar a um acordo com os gestores, os professores das redes podem entrar em greve. “Existe essa possibilidade. Vai depender do processo negocial dos dois gestores, tanto no Estado quanto no Município”, finalizou a sindicalista.

Fonte: Texto: Rívison Batista

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