Cidades

22 de fevereiro de 2018 11:09

Número de indenizações do DPVAT aumenta em Alagoas

Maior quantidade de reparações pagas foi para invalidez permanente, que contabilizou 3.455 contra 3.339 em 2016

↑ No país, acidentes envolvendo moto representaram 74% das indenizações pagas pelo seguro DPVAT em 2017, de acordo com a Seguradora Líder (Foto: Sandro Lima)

Os números de indenizações pagas pelo Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) registraram um aumento em Alagoas em 2017 quando comparados ao ano de 2016.

De acordo com a Seguradora Líder, administradora do seguro DPVAT, de janeiro a dezembro de 2017 foram pagos 4.665 indenizações. Já em 2016 foram 4.254.

No estado, o número de indenizações pagas por invalidez permanente contabiliza 3.455, o maior número de indenizações pagas. No ano anterior foram 3.339. A morte no trânsito também contabiliza um aumento. De janeiro a dezembro do ano passado foram 696 indenizações contra 535 no mesmo período de 2016. No estado o reembolso de despesas médicas e hospitalares (DAMS) também teve um aumento segundo a Seguradora Líder. Em 2016 foram pagas apenas 380 indenizações de DAMS e em 2017 o número subiu para 514.

No ano de 2017, a maior incidência de indenizações pagas foi para vítimas do sexo masculino, mantendo o mesmo padrão dos anos anteriores. A faixa etária mais atingida no período foi a de 25 a 34 anos. No total representa 1.311 indenizações, sendo 83% para o sexo masculino e apenas 17% para o sexo feminino. Em 2016 foram 1.284, sendo 82% do sexo masculino e 18% feminino.

De acordo com a seguradora, os motoristas foram os mais atingidos por acidentes com um total de 3.073 em 2017 contra 2.733 em 2016. O número de pedestres que recebeu o seguro também aumentou em Alagoas. Foram 805 em todo o ano de 2017 contra 761 no ano anterior. Passageiro foram 787 contra 760 em 2016.

FROTA

Em 2017, Alagoas tinha uma frota de 350.995 carros de passeio, 13.523 micro-ônibus ou ônibus e vans, 576 ciclomotores, 302.603 motocicletas, 79.071 caminhões e picapes. Total de 746.704 que corresponde um percentual de 0,81% da frota nacional, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Pagamento de seguro registra redução de 12% no país

Já nos números nacionais no geral houve uma redução. Em 2017, foram pagas 380 mil indenizações nos três tipos de cobertura: morte, invalidez permanente e despesas médicas. O número é 12% menor do que o registrado no ano anterior, quando foram pagas cerca de 430 mil indenizações.

Segundo o estudo da cobertura DPVAT um recorte que merece destaque é referente a acidentes com motocicletas. Apesar de representarem apenas 27% da frota nacional de veículos, são responsáveis pelo maior número de acidentes e de vítimas: as motos acumularam 285.662 sinistros ou 74% das indenizações pagas em 2017. Das indenizações pagas no período para acidentes com motocicletas, 79% foram para invalidez permanente e 7% para morte. 88% das indenizações por morte em acidentes com motocicletas foram para vítimas do sexo masculino.

No caso de acidentes de motos que resultaram em sequelas permanentes, 79% das indenizações também foram para vítimas do sexo masculino, enquanto as indenizações por acidentes com os demais veículos, pagas também para homens, representaram 65%.

Isso demonstra que motociclistas do sexo masculino se envolvem em mais acidentes que condutores homens dos demais veículos. A região Nordeste concentrou 38% das indenizações por morte e invalidez por acidentes com motocicletas no período analisado. As motocicletas representam 44% da frota de veículos da região Nordeste, enquanto que no Brasil representam 27%.

DIREITO

Para receber o benefício, as vítimas devem apresentar os documentos necessários no ponto de atendimento escolhido no prazo de três anos, a contar da data do acidente. No site da Seguradora Líder é possível encontrar a relação de locais de atendimento e os documentos necessários para cada tipo de indenização. Não é necessário advogado.

O valor da indenização é de R$ 13.500 no caso de morte, até R$ 13.500 nos casos de invalidez permanente – variando conforme o grau da invalidez – e de até R$ 2.700 em reembolso de despesas médicas e hospitalares comprovadas.

O pagamento é feito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários, em até 30 dias após o envio da documentação exigida.

 

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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