Cidades

15 de fevereiro de 2018 08:36

Obra de contenção de erosão está quase concluída

Segundo Seminfra, para completa recuperação de local, no Murilópolis, falta apenas área de convivência que deve ser edificada

↑ Obra de contenção da encosta teve início em outubro de 2017 e, de acordo com a Seminfra, todo o serviço de recuperação da área já foi executado (Foto: Adailson Calheiros)

As obras de contenção do processo de erosão e de recuperação da Rua Nelson Marinho de Araújo, via principal do Murilópolis, no bairro da Serraria já estão concluídas.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), as obras foram iniciadas em outubro de 2017 e toda parte de drenagem e contenção de encosta já foi totalmente concluída.

“Para conter a erosão inicialmente foi implantado um sistema de tubulação para que a obra pudesse avançar com a parte de recuperação do talude e em seguida foi utilizada a técnica de geogrelhas para conter a barreira e evitar que novos deslizamentos aconteçam”.

De acordo com informações da Seminfra, todo o serviço foi executado de acordo com o projeto técnico encaminhado para o Governo Federal, cumprindo todas as etapas e técnicas previstas.

Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Maceió, ainda será feito, com recursos próprios, uma área de convivência no passeio público que foi recuperado. O órgão informou ainda que essa é a única parte que falta para a obra ser entregue à população.

Apesar de não informar uma data precisa, a Seminfra informou que será em breve, por não se tratar de uma grande obra.

PREFEITURA

No início das obras, o prefeito Rui Palmeira acompanhou as equipes e técnicos   que iriam executar os serviços no local.

“É visível que se essa obra não fosse iniciada logo haveria o risco de toda a avenida vir abaixo, causando um dano irreparável para a população de Maceió e para todos que circulam por essa via bastante movimentada”, informou o gestor no início da obra.

Ainda de acordo com ele, a obra estava orçada em 800 mil reais.

Buraco ficou maior após fortes chuvas

A erosão se formou ano passado, durante as chuvas de maio e junho. Um grande buraco se formou após um deslizamento de terra no local e apresentava risco iminente de provocar uma tragédia por ser uma via movimentada por carros e com circulação de pedestres.

Na época, a reportagem da Tribuna Independente mostrou a situação no local e entrevistou o geólogo César Medeiros que explicou que se tratava de um processo erosivo causado devido alguma tubulação estourada (se caso existisse no local) ou olho d’aguas, se existir  na área, ou ainda consequência das fortes chuvas que  caíram e acabou  deslizando a barreira.

Na época os moradores da região informaram à reportagem que a erosão aumentava a cada dia, dificultava o tráfego de veículos e era um perigo para quem passava na calçada.

A dona de casa Maria Cícera Mesquita, que mora em um residencial próximo ao local, disse para a equipe de reportagem que já havia rachaduras na calçada antes das fortes chuvas e que, com elas, começaram os deslizamento de terra. A dona de casa falou que não dava nem para passar porque era perigoso a calçada ceder de vez.

Mesmo a pista sendo de mão dupla, os motoristas tinham que desviar do buraco, que estava sinalizado com cones e fitas de proteção, afunilando o trânsito em uma única faixa. E as pessoas disputavam a via com os carros.

A reportagem da Tribuna Independente voltou ontem no local para mostrar o andamento da obra. A calçada já está liberada. Ainda tem fita de proteção para sinalizar o local por conta que a área de convivência que deve ser edificada no local, mas ainda sem previsão para o início dos trabalhos.

Fonte: Tribuna Independente / Lucas França

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