Cidades

16 de Janeiro de 2018 08:02

Alagoas tem redução no número de casos registrados de H1N1

Campanha de vacinação contra vírus atinge meta em 2016 e 2017

↑ Neste sábado (20), todos os postos da capital mineira vão ficar abertos entre as 8h e as 17h. Atualmente a cobertura vacinal contra a febre amarela em Belo Horizonte é de 86%. (Sandro Lima)

Alagoas registrou uma queda no número de casos da gripe H1N1. Em 2017 foram 10 casos e três óbitos confirmados, já em 2016 foram notificados 52 casos e 12 mortes. O que representa uma redução de 42 casos e nove óbitos pela doença. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).

A Sesau informa ainda que Alagoas atingiu a meta de vacinação contra a influenza em 2017, uma vez que o Ministério da Saúde (MS) preconiza 90% e foram imunizados 94,07% do público-alvo, o que corresponde a 643.902 pessoas, segundo dados atualizados do Programa Nacional de Imunização. Ainda segundo o órgão, em 2016, a meta também foi atingida, uma vez que foram imunizados 91,62% do público-alvo estipulado, o que corresponde a 585.027 pessoas.

A Sesau salienta que, por iniciativa própria, a Secretaria de Saúde de Maceió (SMS) está realizando uma campanha de vacinação contra a Influenza A – que se restringe apenas à capital alagoana – porque há vacina remanescente da campanha do ano passado.

GRIPE CONVENCIONAL

“Não temos números precisos sobre a quantidade de notificações, como não é uma doença de notificação compulsória segundo o Ministério da Saúde, as unidades não registram dados”, explica.

Segundo o infectologista Fernando Maia, a gripe é uma doença viral, que acomete principalmente as vias aéreas, e que pode causar quadros graves, principalmente em idosos e imunodeprimidos.

“Os principais sintomas são febre, tosse, dor de cabeça e, nos casos graves, pneumonia com insuficiência respiratória e risco de morte. Qualquer vírus da gripe, seja H1N1 ou a gripe comum, pode fazer formas graves e óbitos. A gripe comum ou sazonal é mais frequente, por isso causa mais mortes. Os casos graves ocorrem principalmente em idosos, crianças e pessoas debilitadas”, explica o infectologista.

As viroses podem ser resultado da ingestão de água e alimentos contaminados ou ser transmitida através do ar. De acordo coma infectologista Mardjane Lemos, existem mais de 50 tipos de viroses comuns e na maioria dos casos os cuidados podem ser feitos em postos de saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ou até mesmo em casa.

A vascina da H1N1 não protege contra as viroses respiratórias. “A vacina protege apenas contra o vírus da Influenza A, B e da H1N1 que são vírus da gripe. Os demais são resfriados. Virose pode ser qualquer infecção viral. A vacina é usada contra esses vírus da gripe que provocam os casos mais graves, evoluindo até para pneumonia que ela protege. O vírus comum não é capaz de evoluir para quadro graves”, explica os especialistas.

MACEIÓ

Em Maceió, foram notificados 25 casos suspeitos de H1N1 em 2017, de acordo com dados da Vigilância Epidemiológica de Maceió. No entanto, segundo a SMS, 22 já foram descartados e 2 estão sob investigação. Houve apenas um caso confirmado, que evoluiu para óbito. De acordo com a SMS, foram vacinadas em 2017 contra H1N1, 180 mil pessoas. O público alvo esperado era de 192.731 pessoas.

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