Cidades

3 de janeiro de 2018 08:22

Balsa entre Porto de Pedras e Japaratinga continua um problema

Serviços com duas unidades não comporta demanda

↑ Espera para embarcar numa travessia de menos de 10 minutos pode durar mais de uma hora (Foto: Divulgação)

Toda alta temporada é a mesma coisa. Cruzar de balsa o rio Manguaba, entre os municípios de Porto de Pedras e Japaratinga, no Litoral Norte, continua sendo um sério problema para usuários constantes daquele sistema de transporte e, sobretudo, para a multidão de turistas em busca das belas praias dos dois lados do rio. De um lado a Rota Ecológica dos Milagres e suas cobiçadas praias do Patacho, Porto da Rua, Toque e Riacho e suas piscinas naturais. Do outro as bicas e praias do Boqueirão e as galés de Maragogi. Nesse período, a espera para embarcar numa travessia de menos de 10 minutos, pode durar mais de uma hora.

E foi o que aconteceu nesse primeiro fim de semana da alta temporada. No domingo, dia 31 e segunda, dia 1 de janeiro, centenas de veículos tiveram de usar o serviço de balsa que atravessa o Rio Manguaba. O que se viu foi uma longa fila dos dois lados do rio, que chegou a certos momentos, sobretudo nos horários de ponta, a ter centenas de veículos entre carros de passeio, vans de turistas e até ônibus. E o que não faltaram foram reclamações, tanto de usuários constante como de turistas.

O problema é que apenas duas balsas atuam na travessia. Uma comporta quatro carros pequenos e a outra seis. O serviço é pago: 15 reais para veículos de passeio, 20 para caminhonetes e 30 para vans e caminhões de médio porte. Pedestres e bicicletas não pagam. Mas como a espera pode durar até uma hora. Para aqueles que não têm carro, é possível usar pequenas lanchas ou mesmo jangadas, que fazem o serviço alternativo e atuam nas duas margens do rio. Nesse período o serviço funciona das seis da manhã ate meia noite. Quem quiser atravessar em horários diferentes deve fretar a balsa.

É assim todo verão e em feriados. Então para quem vem do norte (Recife, Porto de Galinhas e Maragogi), pode valer a pena ir via Porto Calvo, para evitar a balsa. A estrada entre Porto Calvo e Porto de Pedras foi recentemente asfaltada. O trajeto aumenta em 25 km; do Recife até Porto de Pedras, via Porto Calvo, dá 180 km. O mesmo vale para quem sai de São Miguel dos Milagres em direção a Maragogi e Recife. Para aqueles com mais tempo e que querem conhecer as praias, não tem jeito. O serviço de balsa é a única opção.

A solução, para muitos, seria a construção da ponte entre o povoado de Salinas, em Porto de Pedras e Boqueirão, em Japaratinga. O projeto que existe há mais de 10 anos e que nunca saiu do papel, tem enormes desafios econômicos e ambientais a serem superados. Outros discordam completamente dessa solução, alegado que o turismo de massa pode impactar sócio e ambientalmente o destino turístico conhecido como “Rota Ecológica dos Milagres”. Pelo jeito e para os próximos anos, quem quiser conhecer as praias da região vai ter de esperar pela balsa. A vantagem é que o passeio, de pouco menos de 20 minutos, é belíssimo.

Fonte: Tribuna Independente / Claudio Bulgarelli

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