Cidades

7 de junho de 2017 09:55

Prefeitura de Maceió quer aplicar geomanta em barreiras

Enquanto isso, lonas são utilizadas para evitar deslizamentos na capital

A Prefeitura de Maceió aguarda Governo Federal autorizar liberação de recusos para instalação de geomanta, método definitivo para evitar os deslizamentos de barreiras, em áreas de risco da capital.

De acordo com a Defesa Civil Municipal de Maceió, o órgão fez o mapeamento e identificou 76 áreas de risco na capital. E a partir dessa identificação, o município encaminhou ao Governo Federal a solicitação para aplicação da geomanta nas barreiras. O método definitivo já é utilizado em capitais como Salvador e Recife. No entanto o pedido ainda não foi atendido.

Enquanto o serviço definitivo não é feito, lonas para conter deslizamentos são instaladas em áreas de risco da capital. De acordo com a Defesa Civil, esse é apenas um método paliativo para evitar os deslizamentos. O método não é suficiente para evitar desastres como os ocorridos nas últimas semanas com o volume grande de chuva que caiu.

Segundo a assessoria de comunicação da Defesa Civil Municipal, desde 2014 a aplicação das lonas é feitas nos locais que já são mapeadas pela Secretaria Adjunta Especial de Defesa Civil.

E enquanto as geomantas não chegam, a Prefeitura através da Defesa Civil coloca a lona para evitar os deslizamentos e proteger as encostas evitando que a água encharque as barreiras.

A secretaria Municipal de Comunicação (Secom) ressaltou que a solicitação para aplicação da geomanta foi refeita pelo prefeito Rui Palmeira ao presidente Michel Temer durante a visita que ele fez ao Estado na última semana e que vai ser reiterada, novamente, por meio do documento técnico que será enviado aos Ministérios das Cidades e Integração Nacional, bem como à Defesa Civil Nacional, com solicitações para reconstruir os espaços danificados pelas chuvas da última semana e também para medidas de prevenção.

AÇÕES PÓS-CHUVA

O Município ressaltou que realiza ações de prevenção durante a Operação Inverno, com ações de limpeza e infraestrutura e explicou que a instalação das lonas é feita somente no período chuvoso, visto que, caso o material seja colado em períodos de sol, a resistência é pouca e o plástico rasga pela ação do tempo. E durante as últimas semanas, o volume de chuva foi muito além do esperado e, em uma situação emergencial, a medida mais adequada foi à retirada das famílias que viviam no local.

Ontem (6), o Ministério da Integração Nacional publicou no Diário Oficial da União uma portaria determinando o empenho e repasse de R$ 2.268.578,94 para ações de resposta aos estragos causados pelas chuvas em Maceió. A Secretaria Municipal de Governo esclareceu que os recursos autorizados emergencialmente pelo Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 2,26 milhões, serão destinados à ajuda humanitária.

A previsão é de que 3.282 pessoas sejam atendidas. No total, foram R$ 15,62 milhões liberados pela pasta para Alagoas desde a última quinta-feira (31).

O novo recurso federal atende integralmente o pleito do município e será destinado à aquisição de kits de ajuda humanitária. Serão 49.230 galões de água de cinco litros, 821 cestas de alimentos, 3.282 colchões e kits dormitórios, além de kits de limpeza e de higiene pessoal, lona plástica e outros itens. O aporte do Ministério da Integração também vai viabilizar a locação de caminhonetes, caminhões e o custeio de combustível dos veículos para auxiliar nos trabalhos de assistência.

O reconhecimento federal a capital alagoana, prévio à liberação de recursos, já havia sido publicado no Diário Oficial da União no último dia 31 de maio em decorrência dos alagamentos na região.

De acordo com a portaria publicada pelo Ministério da Integração, considerando o volume dos danos verificados na capital alagoana, a Prefeitura de Maceió tem 180 dias para concluir as ações e serviços nas áreas afetadas, devendo apresentar prestação de contas dos recursos 30 dias após o término do prazo.

Casas serão disponibilizadas a desabrigados

A Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) disse que atualmente não há nenhuma família em abrigo provisório montado pelo município. E que a Prefeitura de Maceió, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet), vem trabalhando na identificação das famílias afetadas pelas chuvas em Maceió, juntamente com a Semas e a Defesa Civil, para poder disponibilizar unidades habitacionais por parte do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Segundo a Secom, os empreendimentos já estão contratados e em fase de entrega, e irão atender também a essas pessoas que sofreram com as enchentes e com os deslizamentos das encostas.

Foram atendidas pela Semas 1.965 famílias vítimas das chuvas na capital (entre desabrigadas e desalojadas). Desse total 1.294 já receberam o auxílio-moradia e outras 671 estão com o pedido de recebimento do benefício eventual sendo analisado pela equipe técnica do Centro de Atendimento Socioassistencial (Casa).

A Sedet irá dispor do quantitativo preciso para atender a todas as famílias que estão necessitando de casas neste momento.

Encerradas buscas pela última vítima

Vinte e sete cidades alagoanas tiveram situação de emergência reconhecida pelo Governo de Alagoas e pelo Governo Federal em decorrência das chuvas dos últimos dias. Sete das oito mortes atribuídas aos deslizamentos e enchentes ocorreram em Maceió, sendo cinco na grota do Santo Amaro, uma no alto da Boa Vista e uma na Grota do Pau D’Arco. A outra vítima, um jovem de 13 anos, foi encontrada no dia 1º de junho, no Rio Mundaú, em Satuba.

Uma pessoa continua desaparecida na Grota do Santo Amaro. No entanto, as buscas foram encerradas ontem segundo o Corpo de Bombeiros Militar porque já foram feitas toda a varredura no local. “Foi montado um quebra-cabeça. Fizemos todas as varreduras, usamos dois cães e retroescavadeiras, além de 50 bombeiros e não encontramos o corpo. Não tem onde procurar. Caso apareça uma nova informação, o trabalho seguirá na área. Mas, por enquanto encerramos as buscas”.

Além de Maceió, tiveram situação de emergência decretada os municípios de Marechal Deodoro, Atalaia, Barra de Santo Antônio, Cajueiro, Capela, Chã Preta, Colônia Leopoldina, Coruripe, Coqueiro Seco, Igreja Nova, Japaratinga, Joaquim Gomes, Murici, Paulo Jacinto, Paripueira, Pilar, Quebrangulo, Rio Largo, Satuba, São Luiz do Quitunde, São Miguel dos Campos, Santa Luzia do Norte, Jacuípe, Jundiá, Viçosa e União dos Palmares. 

Fonte: Tribuna Independente

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