Educação

12 de maio de 2017 23:30

Farmácia Viva: Ufal e sabedoria popular unem-se em prol da saúde da população

Projeto teve início em agosto de 2016 e possui estudantes de diversos cursos

↑ Usuários do posto Djalma Loureiro relatam benefícios à saúde após a implantação do projeto Farmácia Viva, da Ufal (Foto: Sandro Lima)

 

Rívison Batista
Lucas França
 Repórteres

A palavra ‘fitoterapia’ vem do idioma grego e quer dizer ‘tratamento vegetal’. No Brasil, o tratamento vegetal ganhou um nome: Farmácia Viva. O projeto foi criado em 1983 pelo farmacêutico e professor Francisco José de Abreu Matos, na Universidade Federal do Ceará (UFC). A ideia do Professor Matos inspirou o Brasil inteiro e, atualmente, em vários estados, o projeto está presente.

Em agosto de 2016, com o objetivo de aproximar a fitoterapia da comunidade do bairro do Clima Bom e revitalizar o conhecimento que alguns populares já têm sobre plantas medicinais, surgiu o projeto de extensão Farmácia Viva na Unidade de Saúde Djalma Loureiro, da Prefeitura de Maceió. O projeto é da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

De lá para cá, apesar do pouco tempo de atividade, o projeto universitário tem beneficiado a saúde dos moradores do Clima Bom – que possui uma população de mais de 50 mil habitantes, sendo um dos bairros mais populosos da cidade, e possui apenas dois postos de saúde.

O psicólogo da Unidade de Saúde Djalma Loureiro, José Ascânio Costa, é um dos colaboradores do Farmácia Viva no Clima Bom. “Trabalho há 17 anos na unidade e sempre vi um terreno abandonado que tinha por trás do próprio posto como um desperdício, porque não era utilizado para nada e estava cheio de mato. Pensei, então, que podíamos utilizar aquela área de uma forma terapêutica, onde aquilo viesse a beneficiar a comunidade. Eu já conhecia a Edna Bezerra (professora da Ufal e vice-coordenadora do projeto) e tudo conspirou para o projeto ser feito lá”, afirma.

José Ascânio define o projeto como ‘uma valorização da cultura popular das práticas alternativas de saúde’ e relembra que foi feito um mutirão com a comunidade do bairro, de forma voluntária, para preparar o terreno, onde foram plantadas mudas doadas pela universidade, através do curso de agronomia, e sementes levadas por pessoas da própria comunidade. “As pessoas idosas abraçaram a ideia de imediato. No dia da preparação do terreno, até senhoras idosas pegaram na enxada para ajudar”, conta o psicólogo.

O profissional relata que muita gente na comunidade já fazia uso dessas plantas bem antes do projeto ser implantado no posto. “Os mais velhos já tinham o conhecimento popular”, diz. Para ele, o que está acontecendo agora, no Clima Bom, é a racionalização do uso dos vegetais para o melhor proveito dos princípios ativos. Isto acontece através de palestras na unidade de saúde, diálogos sobre o plantio e cuidados com as plantas com alunos de Agronomia, Agroecologia e outros cursos da Ufal. Há também oficinas de como fazer chás e remédios caseiros usando as plantas e a relação de material necessário para o plantio.

Ascânio também fala que, em casos sérios, o tratamento fitoterápico é complementar ao tratamento alopático (consumo de medicação farmacêutica). “Não queremos abolir o uso da medicina alopática”, diz. Porém, um caso se sobressaiu no Farmácia Viva do Clima Bom e chamou a atenção pelo poder de cura de uma planta denominada ‘terramicina’, onde as mudas foram conseguidas na Ufal. “Eu indiquei essa planta para um rapaz que tinha sofrido um acidente de moto e estava com escoriações. Algum tempo depois, um amigo dele me disse: ‘Rapaz, essa planta é milagrosa!’”.

No vídeo abaixo, o psicólogo apresenta algumas espécies da Farmácia Viva:

“Planta milagrosa”

 

O servente de pedreiro Fernando Antônio da Silva Serafim, de 24 anos de idade, morador do Clima Bom, sofreu um grave acidente de motocicleta na Avenida Menino Marcelo, popularmente conhecida como Via Expressa, em Maceió, que deixou perna e braços em carne viva.

“Estava perto da entrada do Benedito Bentes quando fui imprensado pelos carros. A queda arrancou a pele dos meus dois braços e do joelho”, relata Fernando, que afirma que foi levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes.

“Quando eu cheguei na UPA, só fizeram a limpeza na pele, fizeram curativos e não passaram medicamentos”, afirma. Através de um amigo que trabalha no posto Djalma Loureiro, Fernando tomou conhecimento do vegetal terramicina.

À esquerda, Fernando pouco tempo depois de sofrer o acidente; à direita, o ombro e o braço de Fernando após alguns dias de tratamento com a terramicina, receitada no projeto Farmácia Viva (Foto: Arquivo pessoal)

“É uma planta com folhas roxas e avermelhadas. Quando cheguei em casa com o galho da planta, eu e minha esposa fizemos como ensinaram no posto. Lavamos algumas folhas, colocamos as folhas em um copo com um pouco de água e ela começou a amassar as folhas com um machucador de tempero para tirar o sumo da planta. Depois, absolvi o sumo em pedaços de algodão e coloquei em cima do ferimento. Arde bastante. Tem o mesmo ardor do barbatimão. Três dias depois que passei o sumo, as feridas já estavam se fechando”, relata.

Fernando conta que passava o sumo da terramicina de três a quatro vezes ao dia, sempre depois do banho. No primeiro dia da aplicação, Fernando diz que a pele já dava indícios de cicatrização. No quarto dia de aplicação da terramicina, o homem diz que os ferimentos já estavam cicatrizados e a pele já estava começando a ficar lisa, voltando a sua textura normal, porém ainda com algumas marcas. Além da terramicina, ele diz que também fez uso de óleo de girassol, também receitado no posto Djalma Loureiro.

Práticas integrativas

 

O professor Vitor Lopes de Abreu Lima, do Instituto de Química e Biotecnologia da Ufal no Campus A.C. Simões, em Maceió, é o coordenador do Farmácia Viva no Clima Bom e diz que o projeto surgiu na última chamada para projetos de extensão da Ufal no segundo semestre de 2016.

Segundo o professor, na Ufal, já existiam pessoas, bem antes do projeto, que estudavam, na prática, a fitoterapia. “O projeto remete ao professor Antônio Piranema, da Ufal. Ele já é falecido e desenvolvia atividades com fitoterápicos”, conta Vitor. O professor diz que o Farmácia Viva se originou de um outro projeto da Faculdade de Medicina da Ufal denominado “Espaço de Cuidados Sala Antônio Piranema”, localizado no Bloco E da universidade.

“É um espaço onde se desenvolvem várias atividades das práticas integrativas, que são práticas terapêuticas não convencionais aos olhos da medicina ocidental”, diz o professor. Entre práticas como yoga, acupuntura, quiropraxia, entre outras, Vitor fala que já existia um canteiro medicinal, na Sala Antônio Piranema, com uma variedade de plantas voltadas para o estudo fitoterápico.

Vitor afirma que o projeto Farmácia Viva no Djalma Loureiro tem de 20 a 30 espécies de plantas. “Temos boldo-do-Brasil, boldo-do-Chile, capim-santo, alfavaca, terramicina, jurubeba, entre outras. E temos outras que não são exatamente plantas medicinais, mas são plantas com alimentos funcionais, como mamão. Temos plantas aromáticas também. Qualquer planta aromática é boa para depressão”, explica o professor.

Projeto Farmácia Viva no Clima Bom possui de 20 a 30 espécies de plantas medicinais; na foto, Ascânio Costa, usuários do posto e um estudante de agronomia da Ufal observam as plantas (Foto: Sandro Lima)

Falando sobre os benefícios dos vegetais, Vitor Lopes cita exemplos, como o capim-santo, que é um tranquilizante natural que melhora o sono de quem o utiliza, e o boldo, que é eficaz contra enjoos.

“A ideia da Farmácia Viva é nós nos apoderarmos melhor, ao longo do projeto, desse conhecimento das propriedades dos vegetais. A equipe é grande. Tem estudantes de serviço social, de farmácia, de agroecologia, de agronomia, de medicina, de enfermagem, além do pessoal do posto. O Ascânio [Costa], psicólogo do posto, é uma pessoa importante para o projeto. Um dos objetivos do trabalho é fazer o levantamento dessa etnobotânica do local”, ressalta Vitor.

O professor finaliza dizendo que a Farmácia Viva já é algo previsto em lei. Mais precisamente na Portaria nº 886 – publicada em 20 de abril de 2010 – que institui a Farmácia Viva, em âmbito nacional, no Sistema Único de Saúde (SUS).

Descaso político e relatos da comunidade

 

A professora Edna Bezerra leciona na Faculdade de Medicina da Ufal e é vice-coordenadora do projeto Farmácia Viva do Clima Bom. Edna relata que falta apoio político para a produção de fitoterápicos em Alagoas e, por causa disso, o Estado está aquém do que deveria estar quando o assunto são plantas medicinais.

“O Estado ainda não utilizou o recurso de um programa do Governo Federal de arranjo produtivo de fitoterápicos, que está dentro do SUS, onde há mais de vinte espécies de plantas cadastradas dentro deste projeto. Essas plantas deveriam estar sendo cultivadas e deveriam estar sendo produzidos medicamentos à base dessas plantas para as unidades de saúde. O governo do Estado de Alagoas não compôs a comissão que deveria encabeçar o desenvolvimento dessa atividade. O programa prevê o cultivo da planta, o processamento dela e a distribuição dos fitoterápicos para as unidades para a substituição de alguns medicamentos ou concomitante com outros medicamentos”, relata a professora.

Edna diz que o projeto, embora ainda não esteja na fase de produção de medicamentos fitoterápicos, já se inseriu na comunidade do bairro de tal forma que muitos populares da região participam de palestras e rodas de conversa sobre o uso de plantas medicinais ofertadas no local.

A vice-coordenadora do projeto afirma que foi feito um levantamento na comunidade sobre que tipo de tratamentos fitoterápicos os moradores do local mais utilizam. “Capim-santo, camomila, erva-cidreira, anador e boldo são as mais citadas pelos moradores. Temos relatos de usuários do posto que estão levando o capim-santo para casa, fazendo o chá e disseram que a pressão arterial ficou controlada. Foram de quatro a cinco pessoas que já relataram isso”, diz.

Alguns pacientes diabéticos do posto, segundo a professora, também estão se beneficiando do projeto e falam sobre isso nas rodas de conversa. “Eles estão usando a pata-de-vaca. O chá dessa planta ajuda a diminuir a glicose”, relata. A professora afirma também que alguns pacientes que têm enxaqueca estão usando o chá de anador e estão aprovando o resultado do tratamento.

Além de colherem as plantas medicinais na Farmácia Viva, voluntários que participam das oficinas e palestras do projeto produzem ‘remédios naturais’ na cozinha do posto, como lambedores e pastas medicinais, utilizando as plantas. Os ‘remédios naturais’ ficam em estoque, para serem distribuídos para os usuários do posto.

Voluntária do projeto prepara um lambedor com plantas medicinais do Farmácia Viva (Foto: Sandro Lima)

Apesar de todo o benefício à saúde que o uso de plantas medicinais vem demonstrando, a professora diz que ainda há uma certa resistência na comunidade médica para aceitar esse tipo de tratamento.

“Não chega a ser um preconceito. É a falta do conhecimento do efeito dos fitoterápicos. Como alguns médicos não querem se apropriar desse conhecimento, eles legitimam o conhecimento com relação aos medicamentos alopáticos, que alimentam a indústria farmacêutica. Dessa forma, alguns médicos desacreditam no tratamento fitoterápico, chegando até a desencorajar pessoas a se tratarem dessa forma. É um equívoco. Um ou outro médico têm a visão mais ampliada e associam o tratamento à base de plantas medicinais como algo benéfico”, afirma.

Pesquisando o princípio ativo

 

O estudante de agroecologia da Ufal, Raphael Lima Avelino, de 25 anos de idade, está presente na Farmácia Viva do Clima Bom desde o início do projeto. Raphael é morador do Clima Bom e um dos motivos que fez o estudante se interessar pelo projeto foi o vínculo social que estava sendo criado com a comunidade.

Raphael está no quinto período do curso e trabalha no projeto catalogando as espécies de plantas medicinais que estão sendo cultivadas no posto Djalma Loureiro, verificando quais são os princípios ativos encontrados nesses vegetais e realizando palestras para os populares que frequentam o local. Além disso, o universitário também é responsável por observar o desenvolvimento das plantas no posto.

“Verifico como os populares estão colhendo as plantas e se estão pegando demais determinada espécie. Isso pode alterar o princípio ativo que a gente quer”, comenta.

Os princípios ativos, que o estudante comenta, são substâncias químicas da planta que devem exercer a função farmacológica no organismo, ou seja, basicamente é o remédio para alguma enfermidade.

Rodas de conversa e palestras fazem parte do projeto (Foto: Sandro Lima)

O universitário explica que cada planta, dependendo da família que está inserida, tem um composto peculiar. “Estudamos, por exemplo, se em excesso alguma planta pode ser tóxica ou não. Se ela pode ser usada continuamente ou apenas quando for necessário. Há plantas que as pessoas usam todos os dias sem problemas, como o capim-santo. Porém, há outras, como o mastruz, por exemplo, que muitas pessoas usam para combater verminoses e que, em excesso, pode causar a infertilidade momentânea. Detectamos os princípios ativos e o que eles causam no organismo humano e repassamos para a comunidade que frequenta o posto”, explica.

Raphael diz que, como o curso de agroecologia é novo na Ufal, ainda não existe um laboratório específico para o curso na universidade. O conhecimento que Raphael e os demais estudantes de agroecologia têm sobre princípios ativos vem dos livros e de artigos científicos.

“O projeto Farmácia Viva, ao meu ver, é uma abertura para o campo de trabalho, pois estamos realizando um trabalho comunitário, porém que não visa o lucro. Estamos vendo o benefício que está sendo feito à comunidade. Falando como pesquisador, o projeto está me mostrando o potencial das plantas medicinais. Eu vejo também o quanto ainda faltam estudos na área e também faltam iniciativas do governo”, finaliza.

“Educação e saúde não se separam”

 

Daiane Ros, de 33 anos, é estudante do curso de pedagogia da Ufal e também faz parte do Farmácia Viva no Clima Bom. A universitária, que está no 5º período do curso, conta que esteve presente no dia em que foram feitos os canteiros no posto e fala que também participa do projeto Espaço de Cuidados Sala Antônio Piranema.

A futura pedagoga diz que quaisquer práticas extracurriculares são válidas. “Todas as vivências fora das paredes da universidade, junto à comunidade, são extremamente ricas. Eu curso pedagogia e pode parecer estranho que eu esteja em um posto de saúde, mas educação e saúde não se separam. Devem andar de mãos dadas sempre”, declara.

Daiane Ros (de camisa laranja na foto) acredita que a Farmácia Viva do Clima Bom irá continuar após o término do projeto (Foto: Sandro Lima)

Daiane vê de forma extremamente benéfica a implantação do tratamento fitoterápico no Clima Bom e percebe que a comunidade ‘abraçou’ a Farmácia Viva. “Muitos demonstram um carinho especial pelo lugar e pelas plantas. As sacolas cheias com os vegetais são testemunhas disso”, diz.

O projeto Farmácia Viva no Clima Bom tem prazo de duração: até agosto deste ano. Porém, Daiane está confiante de que a Farmácia Viva no posto Djalma Loureiro vai continuar após o encerramento das atividades do projeto da Ufal. “Alguns líderes comunitários sentem uma sensação de pertencimento com a Farmácia Viva. Acredito que isso acontece pela forma que foi construído o projeto, junto com a comunidade”, finalizou a universitária.

No vídeo abaixo, a aposentada Elza dos Santos fala sobre os benefícios do projeto:

Cura no quintal

 

O uso da fitoterapia na região metropolitana de Maceió vai além da Farmácia Viva do Clima Bom.

A dona de casa Maria Zilma de Lima, de 63 anos, residente no município de Rio Largo, afirma que é no quintal da própria residência que ela encontra as substâncias para prevenir e até curar doenças.

Maria Zilma encontra, nas plantas, cura para enfermidades (Foto: Sandro Lima)

“Eu sempre usei o remédio da natureza, não lembro quando fui a uma farmácia. Aqui no meu quintal tem os mesmos remédios que existem na farmácia. E o melhor, eles são naturais”, diz a dona de casa. Maria Zilma relata que a experiência que teve com medicação alopática não foi boa. Afirma que os remédios custam caro e, muitas vezes, não solucionam o problema.

“Estava com uma bactéria na perna, perto do pé. Usei um remédio que nem lembro mais o nome e não serviu. Mas apenas com o sumo da planta babosa, a bactéria sumiu. Hoje, tenho só a marca”, contou Maria Zilma.

A dona de casa diz que os filhos também são criados com o uso de plantas medicinais. “Os três nunca precisaram ir ao médico. Gripe, alergias, tosses e outras doenças que aparecem em crianças, eu tratava em casa com os remédios que Deus nos deu. A natureza é rica, se a gente usá-la da maneira certa. As ervas medicinais são preventivas. Não é preciso esperar ter alguma doença para usar as substâncias encontradas nas plantas”,explicou Maria.

Guilherme Netter, de 32 anos, também de Rio Largo, disse que convive com a fitoterapia desde criança e que raramente tem gripe ou dor de cabeça. O quintal de Guilherme também é voltado para o cultivo de plantas medicinais.

Desde criança, Guilherme Netter convive com a fitoterapia (Foto: Sandro Lima)

“Convivo com a medicina da natureza diariamente, desde que nasci. Busco na natureza a minha saúde. Só vou a um hospital ou tomo essas drogas industrializadas se estiver morrendo e me disserem que na natureza não vou encontrar a solução, e, mesmo assim, ainda irei desconfiar, porque todos esses remédios industrializados têm o princípio ativo de alguma planta”, afirmou Netter.

Guilherme diz que sempre prestou atenção aos mais velhos, parentes e amigos falando sobre o poder das plantas e acabou aprendendo sobre o assunto. “Todas as plantas têm propriedades medicinais. Se a gente pesquisar e fizer o uso delas da maneira correta, raramente teremos alguma doença”, afirma.

Ele cita o exemplo da babosa e diz que, apesar de ser uma planta bem conhecida, pouca gente sabe do seu poder fitoterápico. “Ela é uma espécie versátil. Cura doença de pele, fungos, é antibactericida, cura doença no estômago e, além de tudo, é um hidratante natural muito utilizado na fabricação de cosméticos. A natureza é a fonte para os remédios alopáticos”, diz.

Além disso, Guilherme também comenta sobre o poder da aroeira, que ele utiliza como adstringente, extrato de girassol para cicatrização, crisântemo como antigripal, Melão de São Caetano para melhora da função renal e cidreira, hortelã e outras espécies como calmantes e repelentes.

“A fitoterapia é tão rica que eu uso até para os meus animais. Nunca dei vacina a nenhum deles, só remédio natural”, conta.

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