Cidades

31 de dezembro de 2016 09:30

2017 será o ano do Bicentenário da emancipação política de Alagoas

Comemorações ocorrerão durante todo o ano e, segundo Fábio Farias, do Gabinete Civil do Governo do Estado, elas marcarão os alagoanos

O secretário Fábio Farias, do Gabinete Civil, vê 2017 como um dos mais importantes anos da história de Alagoas, em razão de marcar a passagem do Bicentenário do Estado e se tornar uma grande oportunidade para estimular o alagoano a conhecer mais o lugar onde vive, elevar sua autoestima e ter orgulho de sua história.

Em entrevista para o jornal Tribuna Independente, Farias, que foi escolhido pelo governador Renan Filho para presidir a Comissão Especial do Bicentenário, exaltou a escolha da logomarca do evento, na última terça-feira, e se confessou ansioso pelo trabalho que terá à frente neste novo ano.

Tribuna – O que já foi feito de preparativos para a comemoração do Bicentenário de Alagoas?

Farias – Criamos o Fórum do Bicentenário, constituído por entidades e personalidades que queiram contribuir com o programa de realizações em torno do evento, sugerindo e debatendo propostas para encaminhá-las à Comissão Especial do Bicentenário. O governo fez questão de convidar a sociedade civil de Alagoas para ser participante ativa. E ela respondeu ao chamado.

Tribuna – Quem tem participado?

Farias – Temos recebido importantes participações de professores, estudantes, pesquisadores, acadêmicos, historiadores, artistas dos mais diversos campos, agitadores culturais, economistas, religiosos, artesãos, pessoas comuns do povo, jovens e veteranos, de todas as classes sociais e correntes de pensamento, todos dispostos a dar sua parcela de ajuda.

Tribuna – Como está o trabalho de organização do bicentenário?

Farias – O trabalho voluntário da Comissão Especial e do Fórum do Bicentenário está a pleno vapor. No Fórum, foram formadas 16 subcomissões temáticas. Cada subcomissão debate propostas sobre um tema específico: economia, história, literatura e poesia, teatro, dança, cinema, cultura popular, meio ambiente, movimentos sociais, música, esporte, etc. Há uma agenda de reuniões presenciais e intensa troca de informações pela rede social. Foram estipulados prazos para formatação das propostas. Elas são encaminhadas à Comissão Especial, que as avalia para incorporar ao programa de comemorações do Bicentenário.

Tribuna – Parece, então, que tem havido um bom engajamento da sociedade civil organizada.

Farias – Sim! Era exatamente esta a intenção do Governo do Estado. Tudo foi planejado com a ideia central de que o grande personagem do Bicentenário seja a população alagoana.

Tribuna – A comissão ainda está recebendo sugestões?

Farias – Continuamos abertos a sugestões, sim. A “espinha dorsal”, que sustentará músculos, nervos e tudo mais da nossa agenda dos 200 anos, tem como ideia central a criação de uma cadeia de eventos, ao longo de 2017, capazes de despertar o interesse nacional e local para Alagoas. Além das sugestões de eventos centrais – que poderemos chamar de eventos-âncora –, as demais sugestões mês a mês servirão de guia para as atividades de debates, seminários, cursos, concursos culturais e tudo mais que cada instituição possa promover em Alagoas ao longo do ano.

Tribuna – Os eventos do bicentenário ajudarão os alagoanos a melhor conhecerem o Estado e sua história?

Farias – O sentido máximo das comemorações do Bicentenário vai exatamente nesta direção: estimular o povo alagoano a se interessar pelas coisas de Alagoas, a se conhecer melhor através da sua história e com isso elevar sua autoestima, seu amor-próprio e seu apego à terra em que nasceu ou que escolheu para viver. Temos plena convicção de que atingiremos esse objetivo de forma que não se restrinja apenas a 2017, mas que fique marcado no coração e na alma dos alagoanos e de suas gerações futuras.

Diversos eventos acontecem para marcar a data comemorativa

Diversos eventos acontecerão em 2017 em razão do Bicentenário da Emancipação Política do Estado de Alagoas. “Durante 12 meses, nós vamos ter muitas atividades nucleadas por um ou dois temas principais”, afirmou o secretário de Comunicação do Estado, Enio Lins.

As atividades coincidirão com datas que representam personalidades importantes de Alagoas. O mês de janeiro, por exemplo, tem o dia 22, que é o nascimento de Théo Brandão, e o dia 27, que é o nascimento de Djavan, entre outros dias importantes, como o dia 31, que é o dia da fundação da 1ª fábrica manufatureira de Alagoas, edificada em Fernão Velho, porém o dia 22 engloba o tema central do mês, que é a posse do 1º governador da Província, o Coronel Sebastião Francisco de Melo Póvoas.

Já no mês de fevereiro, os temas centrais serão a ‘Quebra de Xangô’ e o Carnaval, onde será feita uma homenagem aos compositores alagoanos. O mês de março será o ‘Mês da Literatura Alagoana’. Em abril, a poesia alagoana será colocada em evidência. Em maio, serão celebrados os nascimentos de Aurélio Buarque de Holanda, Augusto Malta e Teotônio Brandão Vilela.

Junho é o ‘Mês do Forró’, mas também é o mês do nascimento de Augusto Calheiros. Em julho, serão lembrados Calabar e Artur Ramos. Agosto será o mês do cinema alagoano, lembrando Jofre Soares e o compositor Hekel Tavares.

Em setembro acontece a grande festa da Emancipação Política de Alagoas e também será lembrada Rosa da Fonseca, patrona da Família Militar Brasileira.

Em outubro, Nise da Silveira, Delmiro Gouveia e Anfilófio Jayme de Altavila serão homenageados.

Novembro é o mês de Zumbi dos Palmares, Floriano Peixoto, Marechal Deodoro e da fundação da Academia Alagoana de Letras.

Em dezembro, para encerrar o ano de comemorações, serão homenageados Aureliano Cândido Tavares Bastos, as estilistas Vera Arruda e Maria Cândido Sarmento e a fundação do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas (IHGAL), além da carta de Bento Bandeira de Melo, que defendia a Emancipação Política de Alagoas ainda no século XVIII.

Logomarca dos 200 anos da Emancipação de Alagoas escolhida na última terça-feira (27) (Foto: Adailson Calheiros)

 

Fonte: Tribuna Independente

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