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FAB intercepta avião suspeito vindo da Bolívia e piloto incendeia aeronave em Mato Grosso

Aeronave foi localizada durante operação de monitoramento aéreo e fez pouso forçado perto de Juara; piloto fugiu após atear fogo no avião

Por Tribuna Hoje com agências 24/10/2026 17h58
FAB intercepta avião suspeito vindo da Bolívia e piloto incendeia aeronave em Mato Grosso
Segundo informações da FAB, a aeronave não apresentava plano de voo e não tinha matrícula identificada - Foto: Reprodução

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na sexta-feira (23), uma aeronave suspeita que vinha da Bolívia e voava irregularmente pelo espaço aéreo de Mato Grosso. Ao perceber a aproximação de um caça A-29 Super Tucano, o piloto realizou um pouso forçado, incendiou o avião e fugiu do local.

Segundo informações da FAB, a aeronave não apresentava plano de voo e não tinha matrícula identificada. O avião, um Cessna branco, pousou em uma área próxima ao município de Juara, a cerca de 550 quilômetros de Cuiabá, no noroeste do estado.

Avião foi identificado por sistema de vigilância


A aeronave suspeita foi detectada inicialmente por um E-99, avião-radar utilizado pela FAB para monitorar o espaço aéreo. Equipado com sistemas de vigilância, o modelo consegue identificar aeronaves que voam em baixas altitudes, inclusive em regiões remotas.

Após a identificação do voo irregular, um caça A-29 Super Tucano foi acionado para realizar a interceptação. Ao notar a aproximação da aeronave militar, o piloto do Cessna pousou de forma forçada e colocou fogo no avião antes de fugir.

Operação teve participação da Polícia Federal


A ação foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), responsável pelo planejamento e pela execução de operações de defesa e vigilância do espaço aéreo brasileiro.

A operação também contou com a participação de órgãos de segurança pública, entre eles a Polícia Federal, que atua em conjunto com a FAB em ocorrências envolvendo suspeitas de voos ilícitos.

Até o momento, as informações divulgadas não esclarecem a identidade do piloto nem o motivo da entrada irregular da aeronave no espaço aéreo brasileiro.