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Delegado processa Deolane e pede R$ 81 mil em danos morais

Influenciadora questiona autenticidade de vídeos anexados à ação e pede que a Justiça rejeite a cobrança de R$ 81 mil por danos morais

Por Uai 09/10/2026 17h06 - Atualizado em 09/10/2026 17h17
Delegado processa Deolane e pede R$ 81 mil em danos morais
Deolane apresentou defesa na Justiça e contestou as provas anexadas pelo delegado Paulo Gustavo - Foto: Reprodução/Instagram

Deolane Bezerra apresentou sua defesa no processo movido pelo delegado Paulo Gustavo Gondim Borba Correia de Souza, da Polícia Civil de Pernambuco. O policial, responsável pelo inquérito da Operação Integration, em 2025, entrou com a ação após declarações públicas da influenciadora sobre sua atuação profissional. A contestação foi anexada ao processo em 1º de outubro.

O delegado acusa Deolane de ter feito afirmações ofensivas ao classificá-lo como responsável por "abuso de autoridade" e por uma "prisão criminosa e ilegal". Diante das declarações, ele alegou ter sido alvo de calúnias e solicitou uma indenização de R$ 81 mil por danos morais.

Na resposta apresentada à Justiça, a influenciadora contestou a falta de provas que, segundo ela, confirmem as declarações atribuídas a ela. Deolane também questionou os vídeos apresentados pelo delegado, alegando que os arquivos aparentam ter sido editados. Por isso, defendeu a realização de uma perícia técnica para verificar a autenticidade e a integridade das gravações.

A defesa também negou que a famosa tenha realizado uma transmissão ao vivo nos termos descritos pelo autor da ação. Deolane sustentou que, mesmo se o conteúdo audiovisual for considerado legítimo, suas manifestações representaram críticas à condução do inquérito policial, e não uma tentativa deliberada de atingir a honra do delegado. Ela argumentou que suas falas estão protegidas pela liberdade de expressão.

Outro ponto levantado pela influenciadora foi a ausência de comprovação de danos psicológicos ou de prejuízos aos direitos da parte autora que justifiquem a indenização solicitada. Deolane ainda afirmou que o delegado estaria tentando restringir suas manifestações por considerá-la "uma desafeta".

Em um dos trechos mais contundentes da contestação, declarou que, se as falas realmente tivessem abalado emocionalmente Paulo, ele "não poderia exercer o cargo de delegado, que demanda maior fortitude mental".