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Justiça manda prender ex-vereadora Veronica Costa, a mãe loira do funk

Ex-vereadora foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão pela tortura do ex-marido; policiais não a encontraram em casa

Por Uai 24/09/2026 15h43 - Atualizado em 24/09/2026 15h54
Justiça manda prender ex-vereadora Veronica Costa, a mãe loira do funk
Veronica Costa, conhecida como Mãe Loira do Funk, é alvo de mandado de prisão - Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a prisão da empresária e ex-vereadora Veronica Costa (PL), conhecida como Mãe Loira do Funk, condenada pela tortura do ex-marido, Márcio Costa. Nesta quarta-feira (23), policiais civis foram até a casa dela, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para cumprir o mandado, mas não a encontraram. Com isso, Veronica passou a ser considerada foragida.

A ordem foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio, após o processo transitar em julgado, ou seja, depois de esgotadas as possibilidades de recurso.

A condenação definitiva ocorre após uma série de decisões ao longo dos últimos anos. Em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro elevou a pena de Veronica para 10 anos e 8 meses de prisão. A sentença de primeira instância, de 2019, havia estabelecido cinco anos e dez meses de reclusão. O aumento ocorreu após recurso apresentado pelo Ministério Público do Rio.

Na mesma ocasião, os desembargadores determinaram que a pena fosse cumprida inicialmente em regime fechado e mantiveram a decisão que previa a perda do mandato de vereadora, estabelecida pela 16ª Vara Criminal em 2019.

Caso veio à tona em 2011

O episódio que levou à condenação aconteceu em fevereiro de 2011. Na época, Márcio Costa, então marido de Veronica, procurou a Polícia Civil e denunciou ter sido vítima de agressões. O processo se estendeu por anos até a primeira condenação, em 2019.

Além de Veronica, quatro parentes dela também foram condenados no processo. Em 2023, as penas dos demais réus foram ampliadas ou estabelecidas em regime inicialmente fechado.


Bruno Chaves Ribeiro recebeu 10 anos e 8 meses de prisão. Tatiane Chaves Ribeiro, Bruno Marcelo Bahia Marques e Sebastião de Oliveira Evangelista foram condenados a dez anos de reclusão cada um. Segundo as informações do processo, nenhum dos quatro estava preso.

Os recursos apresentados pelas defesas dos réus foram rejeitados pelos desembargadores. Com o trânsito em julgado, as condenações não estão mais sujeitas a novos recursos ordinários, e a Justiça passou a determinar o cumprimento das penas.