Brasil
Deputado Alfredo Gaspar se dispõe ao teste de DNA
Parlamentar voltou a se defender e informou que representou Soraya Thronicke e Lindbergh Farias por denunciação caluniosa e coação
Em entrevista coletiva ontem, em Brasília, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), prestou esclarecimentos sobre o caso que tem envolvido seu nome nos últimos dias. Reafirmando ser inocente, ele foi junto com seu advogado aos órgãos responsáveis entrar com representação contra a senadora Soraya Thronicke (Podemos) e o deputado Lindbergh Farias (PT), que levaram a público uma denúncia de suposto estupro de vulnerável contra ele.
De acordo com o parlamentar, ele está disposto a se submeter ao teste de DNA, a exemplo do que tem exigido tanto o deputado do PT quanto a senadora do Podemos.
“Contra eles [Lindbergh e Soraya], representei criminalmente na Procuradoria-Geral da República por denunciação caluniosa e coação no curso do processo. Apresentarei queixa-crime contra os citados por crimes contra a honra, além de notícia-crime pelos delitos de coação no curso do processo e denunciação caluniosa, ambas as ações no Supremo Tribunal Federal [STF]. Estive, ainda, na Polícia Federal, me colocando à disposição da instituição e solicitando esclarecimento urgente dos fatos criminosos direcionados, de forma infame, à minha pessoa. Na oportunidade, coloquei-me à disposição para a produção de todo tipo de prova, inclusive DNA”, argumentou o deputado.
Alfredo Gaspar também reagiu à repercussão que a denúncia teve em Alagoas. “Impetrei duas ações cíveis de reparação por danos morais no foro de Maceió contra os autores dos ataques covardes, mentirosos e criminosos”.
Na avaliação do deputado, tudo isso aconteceu por conta do encerramento dos trabalhos da CPMI do INSS, da qual Alfredo foi relator.
“Indignado com os ataques criminosos e infames do senhor Lindbergh Farias e da senhora Soraya Thronicke, ambos parlamentares da base do governo Lula e a serviço do PT, que ocorreram durante a leitura do relatório da CPMI do INSS, na última sexta-feira (27), na qual pedi o indiciamento de 216 investigados, entre eles integrantes do governo Lula e o próprio filho do presidente, Fábio Luiz, para o qual também solicitei a prisão preventiva, precisei tomar medidas jurídicas firmes e urgentes. Com o intuito de descredibilizar e encobrir os fatos gravíssimos que trouxe no relatório, iniciaram ataques sistemáticos contra mim. Mas essa vilania não ficará impune”.
A expectativa de Alfredo Gaspar é que os parlamentares que tornaram pública a denúncia recebam punição severa.
“Sigo com a coluna moral ereta e confiante na Justiça de Deus e dos homens, esperando uma célere apuração dos fatos. Espero, ao final, uma vez provada e comprovada a ignomínia das acusações, a cassação dos mandatos dos parlamentares já referidos e a posterior prisão de ambos como forma de justiça”.
CONTEXTO
No final da semana passada, Soraya e Lindberg relataram à imprensa ter tido acesso a registros documentais e conversas indicando a prática de estupro de vulnerável contra uma menina que tinha 13 anos quando teria acontecido o caso. O documento não diz de que ano é a suspeita do crime.
Os congressistas afirmam ter recebido relato de que a adolescente engravidou e teve a criança. Ambos mencionaram a preocupação com a segurança das supostas vítimas. E acusaram Alfredo de tentativa de suborno. “Era a compra de silêncio. Valores no começo de R$ 70 mil, e agora uma negociação final, por esses dias de R$ 400 mil”.
O caso veio à tona após um bate-boca entre Lindbergh e Alfredo, na leitura do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (CPMI do INSS), foi encerrada sem relatório final. O parecer do alagoano foi rejeitado pela maioria dos membros da comissão, com um placar de 19 a 12. Ele pedia o indiciamento de nomes como Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS; o empresário Maurício Camisotti; o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; ex-ministros, ex-dirigentes do INSS e parlamentares, além de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, empresário e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”.
Parlamentares da base governista questionaram o relatório, e apresentaram uma versão de relatório alternativo, pedindo o indiciamento de 201 pessoas, incluindo ex-ministros, políticos, servidores do INSS, dirigentes de associações e assessores. Os nomes mais notáveis deste relatório são do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, citados por suposta organização criminosa que fraudava descontos associativos do INSS.
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