Brasil
Deputadas Erika Hilton e Duda Salabert têm fotos usadas indevidamente em álbum policial em Pernambuco
As deputadas Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG) tiveram suas imagens inseridas em um álbum de reconhecimento fotográfico de suspeitos pela Polícia Civil de Pernambuco, fato que gerou acusações de transfobia e discriminação. Segundo Erika Hilton, o uso das fotos viola normas claras do Código Penal e caracteriza "incompetência, discriminação e, sim, transfobia".
O episódio provocou reação imediata da governadora Raquel Lyra, que classificou a situação como "inadmissível" e determinou a abertura de investigação pela Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Ambas as parlamentares, juntamente com a vereadora Jô Cavalcanti (PSOL-PE), apresentaram representação formal à Corregedoria e ao Ministério Público de Pernambuco, solicitando apuração e responsabilização dos envolvidos.
De acordo com a Defensoria Pública de Pernambuco, as imagens foram incluídas em um conjunto de apenas seis fotos exibidas à vítima de um roubo em fevereiro de 2025, sem respeitar critérios técnicos de identificação e baseando-se em características como gênero e raça. O órgão argumenta que a prática fere o artigo 226 do Código de Processo Penal e princípios constitucionais de igualdade, não discriminação e dignidade humana, e solicitou a nulidade do ato para que a prova não seja utilizada em processos judicia
Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco afirmou que iniciou uma investigação preliminar para apurar o caso.
Confira a íntegra:
Sobre o uso de imagens pela Polícia Civil de Pernambuco em reconhecimento fotográfico, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) iniciou uma investigação preliminar, por meio da qual as informações serão verificadas, assim como serão coletados os subsídios necessários para a instauração de processo administrativo.
A Polícia Civil de Pernambuco assegura a apuração rigorosa dos fatos noticiados, bem como a adoção de todas as medidas cabíveis. A instituição também reforça a implementação contínua de diretrizes, protocolos e ações voltadas à orientação de seus servidores, visando a uma atuação sempre ética, responsável e livre de qualquer forma de preconceito.
A corporação repudia, de forma veemente, qualquer prática de preconceito ou discriminação, reafirmando seu compromisso com a dignidade humana, o cumprimento dos preceitos legais e a promoção de um atendimento igualitário a toda a população.
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