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Cadeirante conhecido por vender doces é enterrado como indigente após dias sem identificação no Recife

Por Tribuna Hoje com agências 27/02/2026 10h34
Cadeirante conhecido por vender doces é enterrado como indigente após dias sem identificação no Recife
Michael, símbolo de superação nas redes sociais, foi morto no Carnaval e teve o corpo sepultado após permanecer no IML sem reconhecimento formal - Foto: Divulgação

O cadeirante Michael, conhecido por vender doces na orla e por sua trajetória de superação, foi enterrado como indigente no Cemitério Parque das Flores, no Recife. O sepultamento ocorreu após o corpo permanecer por vários dias sem identificação formal no Instituto de Medicina Legal (IML) da capital pernambucana.

Michael foi morto na sexta-feira de Carnaval, na Praia de Boa Viagem. Desde o dia do crime até esta quinta-feira (26), o corpo aguardava reconhecimento oficial no IML. Como não houve identificação dentro do prazo estabelecido, foi realizado o enterro como indigente.

De acordo com informações repassadas pelas autoridades, Michael trabalhava vendendo doces na orla quando foi abordado por um homem que estava acompanhado de uma mulher. Após uma conversa, ele teria sido convidado a seguir até o apartamento do suspeito.

Segundo as investigações, já no imóvel, o homem teria apresentado um surto, agredido a mulher que o acompanhava e, em seguida, arremessado Michael do quarto andar do prédio. Logo depois, o próprio suspeito também caiu da varanda e morreu. O caso foi tratado como uma tragédia e gerou forte comoção.

História de superação


Natural de Alagoas, Michael ganhou visibilidade nas redes sociais após a divulgação de um vídeo em que aparecia vendendo doces na orla de Maceió. Ele nasceu com má formação nos braços e nas pernas e utilizava cadeira de rodas para se locomover.

Parte da renda obtida com as vendas era destinada à manutenção de sua cadeira de rodas elétrica. Além da atividade como ambulante, ele também realizava palestras motivacionais e se tornou referência de perseverança e superação para muitos seguidores.

O caso segue sob investigação das autoridades pernambucanas.