Brasil
Professor é preso suspeito oferecer notas maiores para alunos em troca de imagens íntimas
Um professor de 46 anos foi preso suspeito de cometer crimes sexuais contra crianças e adolescentes em escolas públicas da Grande Vitória, no Espírito Santo. De acordo com a Polícia Civil, o homem se aproveitava da função para aliciar alunos em troca de notas maiores. Ele estava foragido há quase um ano e tinha dois mandados de prisão em aberto.
O caso foi divulgado pela Polícia Civil do Espírito Santo nesta segunda-feira (12). Os crimes teriam ocorrido entre 2023 e 2024, nos municípios da Serra e de Vila Velha. A prisão foi realizada no dia 8 de janeiro.
A identidade do suspeito não foi divulgada. Os nomes das escolas e dos bairros onde os crimes ocorreram também não foram informados para preservar as vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Abordagens dentro e fora da escola
Segundo o delegado Glalber Queiroz, adjunto da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e do Adolescente (DPCA), o professor abordava principalmente alunos com dificuldades escolares, em especial meninos com idades entre 10 e 16 anos.
“As abordagens aconteciam de forma pessoal, nos intervalos das aulas e durante os recreios”, explicou o delegado.
Ainda conforme a investigação, o professor oferecia aumento de notas em troca do envio de fotos com exposição de órgãos genitais. Após deixar de ministrar aulas, passou a manter contato com as vítimas por meio das redes sociais.
“Nesse momento, ele passou a oferecer dinheiro. Durante a investigação, foram identificados diversos depósitos financeiros realizados entre o suspeito e as vítimas”, acrescentou Queiroz.
Primeira denúncia partiu da Serra
A primeira denúncia foi registrada em novembro de 2024. Segundo a delegada Thais Cruz, uma mãe procurou a polícia após descobrir conversas de cunho sexual entre o filho, de 14 anos, e um professor na cidade da Serra.
“A escola teve papel fundamental ao colaborar com as investigações e não foi omissa diante da situação”, afirmou a delegada.
Ao longo do processo investigativo, outras denúncias foram registradas. Até o momento, oito vítimas foram identificadas pela polícia.
Material ilegal apreendido
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência do professor, a Polícia Civil encontrou material relacionado a crimes sexuais praticados na internet.
“Foi identificado que ele acessava com frequência sites de pornografia infantil. Também foram encontradas imagens de crianças e adolescentes, inclusive de vítimas que já haviam denunciado os abusos à DPCA”, detalhou a delegada Thais Cruz.
Investigações seguem em andamento
A Polícia Civil informou que não há confirmação sobre há quanto tempo o investigado atuava como professor. No entanto, o material apreendido indica que ele pode ter feito outras vítimas em escolas onde trabalhou anteriormente.
A polícia pede que possíveis vítimas procurem a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente para contribuir com o avanço das investigações.
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