Brasil
'Sala de Estado' da PF onde Bolsonaro deve ficar detido tem cama, TV, banheiro e frigobar
Ex-presidente foi levado à superintendência da PF na manhã deste sábado, em prisão preventiva; decisão não se refere ao cumprimento da pena definitiva pela trama golpista
Preso preventivamente neste sábado (22), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi levado para a superintendência da Polícia Federal em Brasília.
Enquanto permanecer por lá, Bolsonaro deve ficar em uma sala de Estado – espaço reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.
A TV Globo apurou que o espaço é formado por uma sala com mesa, cadeira e cama de solteiro e um banheiro privativo.
O espaço tem ar-condicionado, televisão, janela, armário e um frigobar.
Veja abaixo uma imagem ilustrativa – a disposição dos móveis pode ser diferente:

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar uma trama golpista na tentativa de permanecer no poder, apesar da derrota nas urnas em 2022.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto, acusado pela Justiça de atrapalhar as investigações em um outro inquérito. Neste sábado (22), a prisão domiciliar foi convertida em preventiva.
Se Bolsonaro permanecer por lá nos próximos dias, a defesa poderá solicitar à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para levar itens como eletroeletrônicos, livros e pertences pessoais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Michel Temer, quando detidos, também ficaram em salas de Estado da Polícia Federal – em Curitiba (PR) e São Paulo, respectivamente.
Prisão preventiva
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em cumprimento a um mandado autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.
Bolsonaro foi levado diretamente para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Em nota oficial, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva por decisão do STF.
De acordo com a decisão assinada por Alexandre de Moraes, a prisão foi determinada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocar uma vigília em frente ao condomínio do ex-presidente, na noite de sexta-feira (21).
Na decisão que a TV Globo teve acesso, Moraes apontou risco de fuga e afirmou que a convocação da vigília “indica a possível tentativa de utilização de apoiadores” de Bolsonaro para “obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar” da qual o ex-presidente era alvo.

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