Brasil

3 de abril de 2021 16:35

Morre aos 84 anos Agnaldo Timóteo, vítima da Covid-19

↑ Agnaldo Timóteo morreu de Covid-19 aos 84 anos - Reprodução

O cantor, compositor e político Agnaldo Timóteo morreu aos 84 anos de idade, vítima da Covid-19. Ele estava internado desde o dia 17 de março no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo. Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas. Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações! A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha. A Família informa  que a Corrente de Fé, com pensamentos positivos e orações, permanecerá, em prol de um mundo melhor! #LuzTimóteo!”, diz a nota enviada à imprensa.

Internado na UTI, Agnaldo estava em estado grave, segundo seu sobrinho e assessor de imprensa, Timotinho. “Ele vem respondendo positivamente ao tratamento, porém, seu quadro clínico é considerado regular”, disse Timotinho no último dia 20 de março. Agnaldo chegou a tomar a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus.

O Botafogo, time de coração  de Agnaldo Timóteo emitiu uma nota: “Com muita dor, o Botafogo lamenta a morte de Agnaldo Timóteo, cantor e compositor brasileiro, botafoguense apaixonado. O Clube deseja conforto aos amigos e familiares neste momento difícil”.Agnaldo Timóteo era tão apaixonado pelo Botafogo que, em 1983, pagou, do próprio bolso, as despesas velório de Garrincha, considerado o maior ídolo da história do clube da Estrela Solitária. O cantor e compositor Erasmo Carlos escreve no Instagram: “Gravou vários sucessos de Roberto e Erasmo ( inclusive um LP inteiro )…conheci Timóteo em 1962 quando cantávamos em circos…seu vozeirão deixa saudades…Paz”.

A voz

Uma série de discos de sucesso lançados na segunda metade dos anos 1970 foi suficiente para inserir Agnaldo Timóteo entre os grandes cantores populares do Brasil. Antes, demorou para emplacar. Depois, não repetiu esses êxitos e teve uma carreira errática.

Depois de perseguir por anos espaços em rádios, de cidade em cidade, o mineiro nascido em Caratinga, no dia 16 de outubro de 1936, gravou um disco de algum sucesso, com título ambicioso, “Surge um Astro”, em 1965. Este e o disco seguinte eram repletos de versões em português de hits.

Mas um breve estrelato veio depois, com “Obrigado Querida”, em 1967. Entre as faixas, “Meu Grito” escrita por Roberto Carlos e rapidamente instalada no primeiro lugar em paradas por todo o país. Mas os lançamentos seguintes foram fracos, embora ele ganhasse mais espaço na mídia.

Em 1972, seu sucesso com a canção “Os Brutos Também Amam”, de Roberto e Erasmo Carlos, o aproximou do emergente filão da música brega. No programa de Silvio Santos, chegou a cantar essa música dentro de uma jaula com um leão. Velho e meio banguela, mas ainda assim um leão.

O grande salto na carreira foi em 1975, quando ele definitivamente mirou o público do som brega. Em comparação com fenômenos de venda do gênero, como Odair José, Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, Timóteo tinha um diferencial: o vozeirão poderoso, com tons graves que alcançavam um volume impressionante. Em shows, gostava de dispensar o microfone por
um momento e exibir toda a potência da voz. Veio então o álbum “A Galeria do Amor” (1975), com uma faixa-título que se tornou hino para fãs de canções de paixões derramadas. Timóteo ia além do romantismo habitual que tocava nas rádios, com letras pesadas, sobre casos mal-resolvidos e cenas dramáticas de amor louco e ciúme doentio.

Até 1978, gravou um bom disco por ano, consolidando seu nome entre os grandes vendedores de LPs: “Perdido na Noite” (1976), “Eu Pecador” (1977) e “Te Amo Cada Vez Mais” (1978). Timóteo cumpria um marketing pessoal para transmitir a imagem de grande sedutor. Abelardo Barbosa, o Chacrinha, que gostava de dar aos artistas definições  engraçadas e absurdas, certa vez anunciou Timóteo em seu programa como “o homem que tem o sexo na voz.

O Político

Agnaldo Timóteo foi deputado federal  por duas legislatura 1983-1987, RJ, PDT e 1995-1996, RJ, PPR. Depois assumiu, como Suplente, o mandato de Deputado Federal para a legislatura 1995-1999, em 3 de maio de 1995, sendo efetivado em 17 de outubro de 1995. Renunciou, em 31 de dezembro de 1996, ao mandato de Deputado Federal na legislatura 1995-1999, para assumir o mandato de Vereador do Rio de Janeiro, RJ. Chegou a publicar um livro Alô, mamãe: o garoto de Caratinga. Brasília: Dom Quixote, 1983 uma alusão ao telefonema que fez para mãe dele da Câmara dos Deputados, na primeira sessão em que participou. Entre os projetos apresentados estão o que institui o Dia Nacional da Umbanda,  o que institui a sessão na Câmara dos Deputados por seis horas de duração e pediu informações aos Ministério das Comunicações sobre grampos em aparelhos telefônicos.

Fonte: Quem

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