Brasil

23 de fevereiro de 2021 17:13

Quase 90% dos poços artesianos no Brasil são irregulares, aponta Trata Brasil

Agreste Saneamento e Casal alertam para o risco deste cenário para a comunidade e o meio ambiente

↑ (Foto: Assessoria)

Dados do Instituto Trata Brasil apontam que 88% dos poços artesianos do país possuem algum tipo de irregularidade. Inexistência de estudos de impactos ambientais, falta de licenciamentos e manejo inadequado do recurso são algumas das dificuldades. A Agreste Saneamento e a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) alertam a população sobre os riscos do consumo de água de fontes alternativas, o que resulta em risco para a comunidade e para o meio ambiente.

No estudo, o Instituto Trata Brasil enfatiza que as águas subterrâneas precisam ser exploradas considerando uma série de normas. Além do esgotamento dos aquíferos, outro risco diretamente relacionado com a clandestinidade é a utilização de águas contaminadas. No caso dos poços ilegais, a água fica exposta a poluentes diversos, sem o conhecimento e controle dos moradores.

Considerando o cenário da região atendida pela Agreste Saneamento, precisamente no município de Arapiraca, é comum a construção de fossas sépticas junto a poços. “Fossas construídas próximas aos poços residenciais impactam diretamente na contaminação do lençol com coliformes fecais, por exemplo. Também ocorrem as interligações de poços de forma irregular na distribuição de água potável, contaminando a água de toda vizinhança”, pontua o diretor operacional da Agreste Saneamento, Sérgio Bovo.

Explorar poços artesianos requer cuidados e exige que os envolvidos estejam dispostos a priorizar a qualidade. De acordo com Bovo, o abastecimento de água deve ser encarado como prioridade para a sociedade. Ele defende que haja uma maior conscientização sobre a importância de cuidados desde a captação até o consumo. E que a água tratada seja acessível a cada vez mais pessoas.

“A água é um recurso que pode sofrer interferências das mais diversas formas. O cuidado no descarte de resíduos, esgotos, nas atividades agrícolas, por exemplo, é fundamental. É preciso que todos tenham a consciência de que é necessário realizar um manejo dentro dos parâmetros legais, obedecendo às normas e preservando o meio ambiente”, esclarece Bovo.

Mas afinal, o que é água potável? Como explica Sérgio Bovo, a água considerada própria para o consumo humano, ou seja, destinada à ingestão, preparação e produção de alimentos e à higiene pessoal precisa ser livre de contaminantes. Também não pode oferecer riscos à saúde, conforme os parâmetros estabelecidos na Portaria Nº 2.914, de 12 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde. Ingerir água de má qualidade resulta em uma série de prejuízos ao organismo, inclusive doenças.

Neste sentido, Bovo destaca que a Agreste e a Casal atuam em parceria contínua: a Agreste na captação e tratamento da água, e a Casal, na distribuição até às torneiras do consumidor final no agreste alagoano. O objetivo é que o recurso chegue com padrões de excelência, redução de perdas e preservação da natureza.

“Para a população, os benefícios de atuar conforme o que a legislação preconiza faz toda diferença, porque vão além do fato de a água chegar com qualidade. O consumidor terá a segurança de que o meio ambiente é respeitado, que a comunidade está sendo cuidada. É toda uma cadeia que envolve a exploração equilibrada desse recurso”, pontua o diretor da Agreste.

De acordo com o presidente da Casal, Clécio Falcão, a água distribuída pela Companhia e tratada pela Agreste Saneamento segue todos os parâmetros necessários de qualidade e potabilidade, ou seja, passa por um rigoroso controle antes de chegar às casas das pessoas.

“Os poços devem ser usados somente quando não houver mananciais de superfície disponíveis ou não existir rede de distribuição de água tratada, e desde que o interessado tenha as devidas autorizações dos órgãos ambientais, como a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh). A preservação da água do lençol freático é imprescindível para as futuras gerações”, argumentou Falcão. Em todo o Agreste e na região Semiárida, por exemplo, a Casal não explora nenhum poço. Todas as cidades são abastecidas com água captada no rio São Francisco.

Sobre a Agreste Saneamento

A Agreste Saneamento atua junto com a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) desde 2012, através de uma parceria público-privada (PPP) com duração de 30 anos, com o objetivo universalizar o acesso da população à água de qualidade e assegurar melhorias nos sistemas de abastecimento de 10 municípios da região agreste do estado, beneficiando mais de 377 mil habitantes. Desde 2017, faz parte da Iguá Saneamento, companhia que está presente em 37 municípios brasileiros e que alcança 6 milhões de pessoas com o compromisso de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil. Foi eleita a melhor empresa de médio porte para trabalhar em Alagoas, em 2018, de acordo com pesquisa realizada pela consultoria Great Place to Work Brasil (GPTW). Em 2020 a concessionária foi eleita a terceira melhor empresa para se trabalhar em Alagoas pelo Great Place To Work (GPTW) e recebeu o destaque nacional entre as cem melhores empresas de pequeno porte do país pela Revista Pequena Empresas, Grandes Negócios e GPTW. Também em 2020, foi reconhecida pelo Instituto Trata Brasil como “Caso de Sucesso em Saneamento Básico”.

Sobre a Iguá Saneamento

A Iguá é uma companhia de saneamento, controlada pela IG4 Capital, que atua no gerenciamento e na operação de sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário por intermédio de concessões e de parcerias público-privadas. Atualmente, está presente em 37 municípios de cinco estados brasileiros – Alagoas, Mato Grosso, Santa Catarina, São Paulo e Paraná – por meio de 18 operações que, somadas, beneficiam cerca de 6 milhões de pessoas. O alcance dos serviços prestados pela companhia a coloca entre os principais operadores privados do setor de saneamento do país. Em 2020, a Iguá aderiu à Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da Nações Unidas (ONU) para mobilizar a comunidade empresarial na adoção e promoção, em suas práticas de negócios, de Dez Princípios universalmente aceitos nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. A companhia foi eleita, em 2020, pelo quarto ano consecutivo, uma ótima empresa para se trabalhar pela consultoria Great Place to Work (GPTW). Atualmente, emprega cerca de 1,5 mil pessoas. O nome Iguá é uma referência direta ao universo em que atua: em tupi-guarani, “ig” quer dizer água. www.iguasa.com.br.

Fonte: Assessoria

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