Brasil

11 de novembro de 2019 08:28

Últimas imagens de garçom morto no Rio o mostram se divertindo no trabalho

A gravação foi feita pelas câmeras de segurança do estabelecimento onde ele trabalhava. O garçom será velado nesta segunda-feira (11) na comunidade Barreira do Vasco.

↑ As últimas imagens de Francisco Laércio de Paula Lima o mostram trabalhando e se divertindo no bar onde ele trabalhava (Foto: Reprodução/ TV Globo)

As últimas imagens de Francisco Laércio de Paula Lima, de 26 anos, que morreu atingido por um tiro na cabeça na comunidade Barreira do Vasco, em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, no último sábado (9), o mostram trabalhando e se divertindo no bar onde ele trabalhava. O garçom será velado nesta segunda-feira (11).

O corpo de Francisco será levado para o Ceará, onde será enterrado. A gravação foi feita pelas câmeras de segurança do estabelecimento onde ele trabalhava.

Familiares contaram que ele era cearense e estava há 10 anos no Rio. Ele trabalhava em um bar na Lapa, no Centro. Testemunhas contaram que Francisco voltava para casa com uma sacola nas mãos e um copo de café quando foi surpreendido por PMs que saíram de um beco atirando e mandando quem estava na rua não correr.

A Polícia Militar afirmou que lamenta a morte do garçom e que equipes faziam um patrulhamento na região. Os agentes envolvidos no caso acabaram presos por desobediência de ordem e descumprimento de missão. Um inquérito policial militar foi aberto.

A Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, está investigando o caso.

O coronel Mauro Fliess, porta-voz da Polícia Militar, demonstrou solidariedade aos familiares e reafirmou que houve uma quebra de protocolo, pois a ação dos agentes não seguiu as ordens da corporação.

“Eles tinham uma missão específica, fora da comunidade, em relação ao percurso seguro. Que justamente visa reduzir a mancha criminal e trazer tranquilidade para as pessoas. Eles receberam uma informação e se dirigiram para o interior da comunidade em busca de marginais. Isso foge ao nosso protocolo. Operações em áreas conflagradas precisam ser baseadas em inteligência, planejamento e superioridade numérica”, ressaltou Fliess.

Ele destacou ainda que a Polícia Militar irá colaborar com as investigações que serão feitas pela Delegacia de Homicídios.

Fonte: G1

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